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Como são os testes de segurança de carros do LatinNCap?

Por| Editado por Jones Oliveira | 12 de Novembro de 2023 às 14h00

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Divulgação/Latin NCap
Divulgação/Latin NCap

Os testes de segurança do LatinNCap (Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e o Caribe) foram criados em 2010, e servem como referência para determinar o nível de resistência dos novos carros que são colocados no mercado.

Os veículos são submetidos a uma série de provas e, ao final delas, recebem estrelas — de 0 a 5 — de acordo com a resistência aos mais diversos tipos de colisão e, claro, ao nível de proteção que oferecem aos ocupantes dos carros, tanto crianças quanto adultos.

Quanto maior o número de estrelas, melhor terá sido o desempenho de determinado carro nos testes de segurança do LatinNCap. E como são feitas essas provas de resistência? É isso o que o Canaltech vai mostrar agora.

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Os testes de segurança do LatinNCap

Os principais testes de segurança do LatinNCap avaliam, segundo o próprio órgão independente, “a proteção de ocupantes adultos (segurança passiva ou secundária), proteção de ocupantes infantis (segurança passiva ou secundária), proteção para pedestres e usuários vulneráveis e os sistemas de Assistência à Segurança, oferecidos pelos modelos de carros novos”.

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Teste de impacto frontal

O primeiro entre os testes aos quais os carros são submetidos no LatinNCap é o de impacto frontal. Ele consiste em acelerar o veículo, remotamente e por meio de cabos, até atingir uma barreira deformável a uma velocidade de 64 km/h.

O carro que bate na barreira é posicionado de forma que o impacto acerte 40% da dianteira, pois, segundo os estudos, há a tendência de tentar desviar no momento do acidente e, portanto, é essa parte do carro que efetivamente sofre os danos na colisão com outro veículo.

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A leitura sobre os danos causados aos ocupantes é feita por meio dos sensores instalados nos dummies (bonecos) que simulam os passageiros. Segundo os documentos oficiais do LatinNCap, são posicionados dois que representam homens de tamanho médio no banco do motorista e do acompanhante, e dois dummies crianças, de 18 meses e 3 anos, nas cadeirinhas de retenção infantil no banco traseiro.

Teste de impacto lateral

Os testes de segurança que medem colisões com impactos laterais são divididos em duas partes: os que simulam acidentes entre dois carros e os que medem a segurança em batidas contra objetos inanimados, como postes, árvores ou muros.

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O primeiro tipo é considerado de extrema importância, pois, segundo os dados do órgão, os impactos laterais entre dois carros são a segunda causa de morte ou lesões graves em algumas das principais regiões da Europa.

O motivo é por conta do pouco espaço existente no interior do veículo para “abafar” os efeitos da pancada lateral e evitar que os ocupantes se machuquem. Para simular a segurança dos carros, o Latin NCap prepara um carrinho que, de forma autônoma, acelera até colidir contra a lateral do carro a uma velocidade média de 50 km/h.

O dummy escolhido para representar o humano atingido nessa situação é de tamanho similar a um adulto, e pode estar sentado tanto no banco do motorista quanto no do passageiro frontal. Na parte de trás do carro, novamente duas “crianças” são acomodadas, uma delas na cadeirinha infantil.

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A intenção do teste, de acordo com o LatinNCap, é a de “garantir uma proteção adequada às partes mais importantes do corpo”. Isso é feito por meio de um reforço nas estruturas ao redor da coluna B dos carros e, também, pela instalação de airbags de cortina ou contra impactos laterais.

Teste de impacto lateral de poste

O impacto lateral de poste é testado pelo LatinNCap para simular situações em que o carro, ao se envolver em um acidente, é deslocado de lado até atingir objetos grandes e rígidos, principalmente árvores ou postes.

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Esses testes de segurança são feitos com os carros jogados lateralmente contra um objeto fixo a uma velocidade de 29 km/h, ou em ângulo reto ou em um pequeno ângulo não-perpendicular.

Um dummy adulto, de porte médio, é colocado na posição do motorista ou, então, do passageiro, dependendo do lado em que o teste for aplicado. A ideia, novamente, é detectar os principais pontos de contato no acidente e, assim, proteger com eficácia principalmente a cabeça dos ocupantes do carro.