Como aproveitar ao máximo a autonomia de um carro híbrido?
Por Paulo Amaral |
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Os carros híbridos plug-in (PHEV) ganharam espaço no Brasil por reunir o melhor de dois mundos: a condução silenciosa e eficiente de um carro elétrico com a autonomia de um carro a combustão. Na prática, porém, muitos proprietários acabam utilizando o veículo como um carro convencional e deixam de aproveitar todo o potencial da tecnologia embarcada.
Diferentemente de um híbrido convencional, que recarrega a bateria apenas durante o funcionamento, um híbrido plug-in pode ser abastecido tanto com combustível quanto com eletricidade. Isso permite que boa parte dos deslocamentos diários seja feita utilizando apenas o motor elétrico, desde que a bateria seja recarregada regularmente e o motorista saiba como utilizar os modos de condução disponíveis.
Um bom exemplo é o BYD King GS. Equipado com a tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligence), o sedan possui bateria Blade de 18,3 kWh e oferece até 78 quilômetros de autonomia em modo elétrico pelo ciclo PBEV do Inmetro. O sistema gerencia automaticamente os motores elétrico e a combustão para buscar a maior eficiência possível, mas algumas escolhas do motorista podem fazer toda a diferença no consumo de energia e combustível.
Recarregar a bateria sempre que possível é a principal dica
A maior vantagem de um híbrido plug-in está justamente na possibilidade de utilizar eletricidade como principal fonte de energia. Por isso, manter a bateria carregada é a forma mais eficiente de reduzir o consumo de gasolina e aproveitar o investimento na tecnologia eletrificada.
Segundo a BYD, o sistema DM-i prioriza a propulsão elétrica sempre que há carga suficiente disponível. Isso significa que, para quem percorre trajetos diários inferiores aos 78 quilômetros homologados pelo Inmetro, é perfeitamente possível realizar a maior parte da rotina utilizando apenas eletricidade, deixando o motor a combustão para situações específicas ou viagens mais longas.
EV ou HEV: qual modo de condução usar?
Uma das dúvidas mais comuns entre proprietários de híbridos plug-in é sobre qual modo de condução escolher. No modo EV (Electric Vehicle), o carro utiliza prioritariamente o motor elétrico e preserva o motor a combustão desligado sempre que houver energia suficiente na bateria. Essa é a configuração mais indicada para deslocamentos urbanos, onde há velocidades reduzidas, trânsito intenso e percursos curtos.
Já o modo HEV (Hybrid Electric Vehicle) faz o gerenciamento automático entre os motores elétrico e a combustão para buscar a melhor eficiência energética em cada situação. Em viagens rodoviárias ou quando a bateria está com pouca carga, essa costuma ser a melhor opção, já que o sistema decide quando utilizar cada motor para reduzir o consumo e preservar a autonomia total do veículo.
Como usar melhor um carro híbrido na cidade
O ambiente urbano é onde um híbrido plug-in consegue mostrar todo o seu potencial. Semáforos, congestionamentos e velocidades mais baixas favorecem a utilização do motor elétrico e permitem que a frenagem regenerativa recupere parte da energia durante as desacelerações.
Por esse motivo, o ideal é manter o carro no modo EV durante os deslocamentos urbanos sempre que houver carga suficiente na bateria. Além disso, acelerar de forma suave e antecipar as frenagens aumenta a eficiência da regeneração de energia, prolongando a autonomia elétrica e reduzindo ainda mais o consumo de combustível.
Como usar melhor um carro híbrido na estrada
Em rodovias, o cenário muda. Velocidades constantes e mais elevadas fazem com que o motor a combustão trabalhe em uma faixa de rendimento bastante eficiente. Nessa situação, utilizar o modo HEV costuma ser a estratégia mais indicada, pois o próprio sistema alterna automaticamente entre os motores para obter o melhor equilíbrio entre desempenho e economia.
Sair para uma viagem com a bateria totalmente carregada também faz diferença. Dessa forma, o motor elétrico poderá auxiliar o motor a combustão em acelerações, retomadas de velocidade e subidas, reduzindo o esforço mecânico e contribuindo para um consumo menor ao longo do percurso.
Condução suave aumenta a autonomia elétrica
Independentemente do modo de condução escolhido, dirigir de forma tranquila continua sendo uma das melhores maneiras de aumentar a eficiência do sistema híbrido. Acelerações bruscas elevam a demanda de energia da bateria e podem antecipar o acionamento do motor a combustão.
Outro recurso importante é a frenagem regenerativa, que transforma parte da energia gerada durante as desacelerações em eletricidade para recarregar parcialmente a bateria. Quanto mais o motorista conseguir antecipar as frenagens e evitar paradas bruscas, maior tende a ser o aproveitamento desse sistema.
Gosto desse conteúdo e resolveu que quer comprar um carro híbrido? Então saiba que há um detalhe na bateria pode pesar no seu bolso.