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China proíbe maçanetas eletrônicas em carros novos; veja o motivo

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Paulo Amaral/Canaltech
Paulo Amaral/Canaltech

As maçanetas eletrônicas, aquelas com botões ou, então, retráteis, que foram criadas para surgir apenas quando a chave de presença se aproxima do carro, deixando o design do veículo mais limpo, podem estar com os dias contados.

Na China, inclusive, elas já têm data para serem proibidas e deixarem de existir: 1º de janeiro de 2027. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Ministério da Indústria e Tecnologia e Informação do país.

De acordo com as autoridades, a decisão foi tomada como medida de segurança. A justificativa foi pautada no crescente número de acidentes que acabaram se tornando mais graves justamente por conta do não-funcionamento das maçanetas retráteis.

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Segundo o órgão chinês, em casos de acidentes graves, com comprometimento do sistema eletrônico dos carros, as maçanetas permanecem bloqueadas e, assim, impedem o acesso dos socorristas. Para que isso não aconteça mais, esse tipo de acessório será proibido.

Maçaneta “escondida”, mas mecânica, está livre

A decisão do Ministério da Indústria e Tecnologia e Informação da China de proibir maçanetas retráteis nos carros a partir de 1º de janeiro de 2027 não será aplicada a todos os modelos.

De acordo com o que foi determinado pelo órgão, carros que contêm com o acessório, mas permitem o acesso empurrando ou puxando a maçaneta, estão liberados para continuar oferecendo o recurso, pois o funcionamento não depende de um botão eletrônico ou de um sensor.

O Ministério informou que o fator decisivo para estabelecer as novas regras de segurança para os carros que são vendidos globalmente foi “a garantia de funcionalidade” do sistema.

Assim, carros como os Tesla Model X e Model Y, Xiaomi SU7 e Mustang Mach-E terão que rever o funcionamento das maçanetas eletrônicas. Outros, como o recém-lançado Leapmotor C10, por sua vez, não precisarão mexer no sistema.

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