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Carro elétrico desvaloriza muito? Estudo revela surpresa nos seminovos

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carregador de carro elétrico
Zaptec/Unsplash

Será que os carros elétricos sofrem desvalorização assim como os modelos a combustão? Segundo um levantamento do Banco BV em conjunto com a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), a resposta é: depende, e os principais fatores são a combinação entre a idade do carro e a tecnologia.

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O movimento ocorre porque os seminovos eletrificados com até dois anos mantêm alta valorização devido à forte demanda e baixa oferta. Por outro lado, os modelos com mais de três anos sofrem quedas acentuadas provocadas pela rápida evolução tecnológica do setor.

A transformação recente do mercado explica esse descompasso. Se considerarmos o período dos primeiros anos da expansão elétrica no país, a chegada contínua de novas marcas e versões reduziu os custos do segmento e acelerou o avanço na capacidade das baterias e na velocidade de recarga.

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Depreciação de carro elétrico

O resultado? A pressão começou a crescer nas cotações de revenda dos elétricos mais antigos. Segundo a Fenauto, a perda de valor nos eletrificados usados não decorre apenas da rodagem e do desgaste físico — na verdade, o principal fator parece ser a rápida defasagem de seus recursos frente às novidades da indústria.

O que acontece é que, enquanto as unidades com até 12 meses de uso se beneficiam da procura aquecida por modelos recentes, os carros com cerca de três anos ou mais seguem enfrentando a concorrência direta de zero-quilômetros modernos e mais acessíveis.

Na prática, a oferta de carros novos com maior autonomia e preços reduzidos foi um fator de peso na precificação do mercado. Os modelos de entrada mais recentes já entregam alcance superior por valores mais em conta que aqueles cobrados por carros elétricos há quatro anos, ou seja, os seminovos veteranos tiveram que encarar reajustes para continuarem competitivos.

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