BYD antecipa "aposentadoria" de mais um rival do elétrico Dolphin
Por Danielle Cassita |

A Renault confirmou que seu Kwid E-Tech deixou o mercado brasileiro sete meses após o modelo receber a primeira atualização visual e de equipamentos. A decisão, que já era especulada por concessionárias de diversos estados, marca o fim das importações do compacto elétrico, que já não consta mais no catálogo oficial da fabricante francesa no país.
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Apesar de ter ostentado por muito tempo o título de elétrico mais barato do Brasil, o Kwid E-Tech sucumbiu à pressão de rivais mais modernos: o modelo da Renault emplacou apenas 215 unidades nos primeiros quatro meses de 2026, o líder BYD Dolphin Mini atingiu a marca de 21.647 emplacamentos no mesmo período.
Além da dificuldade para conquistar o público, a Renault precisou ainda encarar o alto custo de importação; juntos, esses fatores tornaram a permanência do modelo insustentável. O Kwid E-Tech se despede mantendo seu conjunto de 65 cv e autonomia de 185 km (Inmetro), sem nunca ter recebido ajustes de performance desde o lançamento.
Estratégia da Renault
O movimento faz parte de uma reestruturação estratégica da Renault Brasil, motivada pela entrada da gigante chinesa Geely. Com a aquisição de 26,4% de participação na marca pelo grupo chinês no ano passado, a prioridade agora é abrir caminho para o Geely EX2 ao mesmo tempo em que evita a concorrência interna que vinha prejudicando os números de venda do hatch francês.
Com o encerramento das vendas do compacto, o portfólio de passeio 100% elétrico da Renault no Brasil fica restrito ao Megane E-Tech. O SUV premium, que recentemente teve sua condição promocional encerrada, agora é comercializado por R$ 279.990 — antes, era possível adquiri-lo por R$ 199.990.