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Benefício fiscal para kits de elétricos e híbridos da China chega ao fim

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Divulgação/BYD
Divulgação/BYD

O benefício fiscal para a importação de kits desmontados de carros elétricos e híbridos da China chegou ao fim. Até 31 de janeiro, as montadoras tinham isenção do Imposto de Importação sobre os componentes, mas a medida valia apenas por seis meses, já que foi adotada após um pedido da BYD ao governo brasileiro

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Isso significa que desde 1º de fevereiro, as tarifas de importação voltaram com força total: agora, os kits CKD (totalmente desmontados) voltam à alíquota de 16%, e os SKD (semidesmontados) ficam em 18%., conforme a tabela da Camex (Câmara de Comércio Exterior). O imposto dos CKD deve subir para 35% no ano que vem. 

O benefício temporário veio para dar fôlego a marcas como BYD e GWM, que tinham acabado de chegar ao Brasil e precisavam de incentivos fiscais enquanto passavam pela fase inicial de implantação das suas fábricas. Só que, enquanto isso, o governo foi pressionado a não prorrogar o benefício

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Benefícios fiscais para montadoras chinesas

O que acontece é que a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) publicou um estudo que mostrou projeções negativas para o país se o uso dos kits desmontados continuasse — a troca da produção plena pela montagem dos kits poderia custar quase 69 mil empregos diretos

Para a entidade, a continuidade do modelo colocava riscos aos investimentos em produção complexa, bem como a pesquisa e o desenvolvimento. Na prática, o processo afetaria até a engenharia local e, claro, a arrecadação de impostos. Por isso, a instituição pressionou o governo a não seguir com o benefício fiscal

A BYD afirmou ao Uol que pla neja avançar para a produção completa em 2026 conforme as obras em Camaçari (BA) avançam. A GWM, por sua vez, declarou que a montagem dos carros é feita “peça por peça”, com pintura local e participação de fornecedores brasileiros desde o início do processo.  

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Fonte: Uol