Growth Hacking: marketing, tecnologia e criatividade

Por Redação | 25 de Junho de 2018 às 15h23

* Por Homero Romão Filho

Entre as semelhanças que as áreas de marketing e tecnologia têm em comum, uma delas é a capacidade de criar novos acrônimos e termos de forma exponencial. Essas novas denominações, em geral, explicam processos ou tecnologias antigas com uma nova roupagem. Geralmente algo com o objetivo de fazer o mercado comprar mais soluções e serviços. Como exemplos, podemos citar: BPM, SAAS, PMP, RUP, ERP, entre outros. A lista é infinita!

Mas, e no caso de um dos termos mais usados atualmente na área de marketing digital, tecnologia e startups: o growth hacking? Primeiramente, vamos à definição oficial: growth hacking foi um termo criado pelo húngaro Sean Ellis e, segundo ele, é o trabalho de alguém, "cujo objetivo é o verdadeiro crescimento da empresa. Por isso, tudo o que é feito deve ser examinado por seu potencial de impacto sobre o crescimento escalável".

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No entanto, acredito que growth hacking vai um pouco mais além do que um acrônimo ou termo inventado para se vender mais. Não que tudo isso já não existisse antes. Mas, o que o Sean Ellis fez muito bem foi dar uma cara mais interessante a algo que muita gente já vinha fazendo de uma forma descentralizada e, muitas vezes, sem um objetivo definido.

A partir daí, um novo mundo foi criado. Muita gente começou a se unir para trocar figurinhas dos hackings que estavam fazendo. Conhecimento passou a ser compartilhado. Novas estratégias foram elaboradas a partir do próprio termo. Novas ideias surgiram e startups foram criadas. Às vezes, é difícil dizer onde começa o hacking, quando acontece o growth, onde entra o marketing digital e onde termina o BI.

Existem livros que contam a história ainda recente sobre algumas das principais estratégias growth hacking, que já viraram clássicos, como o caso do Dropbox, com o seu modelo imbatível de referrals, ou então sobre o início do Hotmail e seu fabuloso crescimento inicial com base na estratégia do e-mail gratuito.

Se pararmos para pensar, há dez anos, o próprio termo "hacking" seria difícil de se usar dessa forma. Por receio! Ou melhor, por falta de informação. Hoje, o uso é meio que cool! Tanto que existem termos, como life hacking, fashion hacking, biohacking... Enfim, tem hacking pra tudo! Tem também os makers. Que são hackers com um foco em hardware. Ou seja, a cada dia que passa, o termo "hacking" fica maior. Mas isso é assunto para outro momento.

Atualmente, nos EUA, principalmente, ou em polos de startups espalhados pelo mundo, não se usa mais a palavra marketing. E, para ser sincero, muitas vezes nem mesmo growth hacking tem sido usado tanto assim. Tudo é growth! O foco é crescer de modo escalável, como já dizia nosso amigo Sean. E é fácil entender o porquê. Esses são os objetivos principais de uma startup: crescer, ganhar tração, chegar ao break even e conquistar um excelente evaluation.

No final das contas, o mais legal do growth hacking é justamente as possibilidades que podemos criar, por meio de estratégias que abranjam os três principais pilares da sua criação: o marketing, a tecnologia e a criatividade. O growth hacker precisa ser alguém que, ao mesmo tempo é criativo, sabe controlar seus principais indicadores. Precisa ser analítico e objetivo. Precisa ser técnico? Não necessariamente. Mas, se for, melhor ainda! Ninguém merece ter um growth hacker que só sabe apertar botão! Sobretudo, o growth hacker precisa dar resultado.

*Homero Romão Filho é graduado em E-Commerce Management e CMO, CTO e CIO da Netfarma, maior e-commerce de medicamentos e produtos de beleza

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