Empreendedorismo Feminino: 24 mi empreendem no Brasil

Por Stephanie Kohn | 13 de Fevereiro de 2019 às 17h55

Lugar de mulher é aonde ela quiser. Prova disso é o time de mulheres referências em suas áreas que a Campus Party reuniu nesta terça-feira, 13, no Expo Center Norte. Entre elas, Célia Kano, da Rede Mulher Empreendedora (RME), compartilhou dados e informações sobre o universo do empreendedorismo feminino no Brasil, além de tirar dúvidas das campuseiras interessadas em empreender.

Atualmente o Brasil conta com 24 milhões de mulheres empreendedoras, de acordo com dados da RME. Elas estão divididas entre empreendedoras estabelecidas e iniciais (14 milhões). O primeiro grupo possui cerca de 10 milhões de mulheres, sendo 44% donas de empresas de micro e pequeno porte, e com faturamento anual entre R$ 48 mil até R$ 3,6 milhões, e 56% de microempreendedores com futuramento anual de até R$ 48 mil.

Os perfis são variados e, segundo Célia, a RME auxilia as empreendedoras em qualquer estágio. No primeiro momento, elas esclarecem dúvidas de como tirar ideias do papel, soft skills e servem como grande motivadoras. No segundo momento, eles ajudam as empreendedoras a validarem seus negócios, precificarem de forma certa e até definirem público (B2B ou B2C). Algumas ainda buscam profissionalizar um negócio até então informal. Por fim, a RME também ajuda mulheres que estão com negócios estabelecidos e buscam escalar, seja abrindo novos mercados ou buscando investimentos.

O auxilio, no entanto, não se restringe aos negócios. Célia comenta que o apoio é 360 graus e também chega a ser pessoal. “Não olhamos somente o negócio. A mulher é muito mais passional na hora de empreender. Temos casos em que a mulher tira sua ideia do papel ou inicia sua jornada empreendedora e, com sua independência financeira, até se liberta de relacionamentos abusivos”, conta.

Ademais, com o feminismo tomando força, o empreendedorismo feminino conta com um ecossistema para apoiar mulheres que decidem abrir empresas. No site da RME há um mapa que mostra várias iniciativas, inclusive algumas com recortes específicos, como suporte a mulheres trans, negras e etc. “Nosso desafio é incluir essas mulheres e não se fechar ao mundo ou andar paralelas”, finalizou.

A Campus Party ainda trouxe nesta quarta-feira, 13, a neurocientista americana Poppy Crum, chefe da Dolby Laboratories e professora adjunta da Universidade de Stanford, e irá apresentar, às 20h30, a química Joana D’Arc Felix, uma das pesquisadoras brasileiras mais premiadas no mundo.

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