Google descobre como "restaurar" fotos censuradas (pixeladas)

Por Redação | 07 de Fevereiro de 2017 às 23h56

Lembra daquelas vezes que você assistiu a um programa na TV que mostrava um menor de idade ou uma pessoa cuja imagem deveria ser preservada, e que a produção aplicava um efeito pixelado sobre os rostos deles? Fica um efeito borrado, quadriculado, cuja intenção é tornar aquela pessoa irreconhecível, certo?

Mas acontece que o Google descobriu uma maneira de fazer o caminho reverso e transformar essas imagens completamente distorcidas em fotos em alta resolução, revelando a face das pessoas com um alto nível de detalhes. Ou quase isso.

Segundo o ArsTechnica, os pesquisadores do projeto Google Brain, que estuda deep learning, conseguiram criar um software capaz de deixar imagens com mais de 8x8 pixels mais "nítidas", por assim dizer. Mas vamos ser razoáveis, aqui: é claro que a coisa não acontece como um passe de mágica. A equipe conseguiu utilizar aprendizado de máquina para que o sistema tente adivinhar qual seria a imagem original antes de ter sido reduzida para 64 pixels ou mais.

Funciona assim: o Google Brain utiliza duas etapas de treinamento usando redes neurais para chegar ao seu objetivo. A primeira envolve uma fase de condicionamento, que cruza referências de imagens 8x8 (pixaladas) com imagens semelhantes, porém que já estiveram em alta resolução e foram redimensionadas para uma qualidade igualmente inferior. O software estuda, portanto, os padrões de cores dos pixels para correlacionar as duas.

Veja um exemplo abaixo:

A segunda etapa utiliza detalhes das imagens em alta resolução para tentar preencher as que estão pixeladas e retorná-las ao padrão original. Sendo assim, as imagens produzidas são posteriormente colocadas lado a lado e mescladas, para criar a melhor aproximação daquilo que seria a imagem original.

Segundo os pesquisadores e seus experimentos, o software do projeto Brains consegue gerar imagens boas o suficiente para enganar a maioria das pessoas. Boa tentativa, mas por enquanto, nada 100% confiável.

Via ArsTechnica

Fonte: Google Brain (artigo científico)

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