Amazon atinge marca de US$ 1 trilhão – e pode ultrapassar a Apple em breve

Por Carlos Dias Ferreira | 04 de Setembro de 2018 às 17h31
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A Amazon se tornou nesta terça-feira (4) o mais recentemente membro de um clube dos mais exclusivos: o das empresas trilionárias. O valor recorde de mercado foi alcançado após uma breve alta que elevou os papéis da multinacional a US$ 2.050,27; no momento em que este texto é escrito, as ações da Amazon valem 2.041,96, representando um valor de mercado de US$ 994,98 bilhões.

Caso as altas voltem a ocorrer, entretanto, há quem aposte numa ultrapassagem sobre a Apple para breve. Embora a Maçã tenha sido a primeira empresa de TI a conquistar a marca de US$ 1 trilhão no início de agosto, é fato que as altas sucessivas experimentadas pela Amazon nos últimos anos fazem crer num movimento que não deve perder o fôlego tão cedo. Atualmente, as ações da Apple valem US$ 228,49, gerando um valor de mercado de US$ 1,10 trilhão.

A “joia da coroa”

Conforme reforçou o site da Reuters, a conquista trilionária de Cupertino levou 38 anos, cuja arrancada crucial teve início com o lançamento do primeiro iPhone, em junho de 2007. Já a Amazon chegou ao mesmo patamar com apenas 21 anos, mantendo hoje quase uma onipresença no comércio eletrônico – além de representar desde longa data um açoite constante no lombo dos modelos tradicionais de lojas físicas, inclusive pela compra da Whole Foods.

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Além disso, a criação de Bezos mantém mobilidade invejável graças ao seu portfólio variado, atualmente impulsionado principalmente pelo negócio em nuvem (Amazon Web Services). Ademais, ao concentrar diversos negócios em diferentes estágios de maturação, Jeff Bezos e a cúpula da Amazon garante o embalo quase permanente.

Amazon Web Services: conjunto de serviços em nuvem respondeu sozinho por 55% do lucro operacional da Amazon durante o segundo trimestre de 2018, alé de representar 20% da receita total da empresa. (Imagem: reprodução/Amazon).

“A Amazon é consideravelmente mais dinâmica do que a Apple, porque o iPhone já se tornou mais maduro”, afirmou o analista da financeira Synovus Trust Daniel Morgan em entrevista à Reuters. “O negócio em nuvem da Amazon é uma força motriz extra que a Apple não possui”, acrescentou Morgan, referindo-se ao Amazon Web Services como a “joia da coroa” de Bezos – epíteto plenamente justificável quando se considera que o AWS sozinho respondeu por 55% do lucro operacional da companhia durante o segundo trimestre deste ano, além ter representado 20% da receita total.

Da garagem de Bezos ao US$ 1 trilhão

A Amazon foi fundada como uma varejista de livros na garagem de Jeff Bezos em 1994. A empresa fez sua IPO (oferta pública inicial) em 1997, com ações vendidas a US$ 1,50, considerando-se o desdobramento de ações (novas divisões quotas mínimas desde a primeira oferta).

Em outubro de 2009, os papéis AMZN chegaram pela primeira vez aos US$ 100 e, em maio do de 2017, bateram US$ 1 mil. No último dia 30, as ações da Amazon experimentaram sua mais recente alta milhar histórica, passando a valer US$ 2 mil, deixando-a a apenas US$ 50 por ação do valor de mercado de US$ 1 trilhão.

O primeiro quartel general da Amazon: a garagem de Jeff Bezos, em 1997. Em IPO, ações da AMZN foram oferecidas por US$ 1,50. (Imagem: reprodução/Getty Images).

Considerando-se apenas 2018, os papéis da Amazon protagonizaram uma alta acumulada de 74%. Para efeitos de comparação, a Apple viu suas ações subirem 34% no mesmo período. Caso se junte a esse histórico a perspectiva de crescimento das receitas para a Maçã (14,9%) e para a Amazon (32%) durante o atual ano fiscal, fica claro que a coroa de Jeff Bezos pode se tornar ainda mais representativa muito em breve.

Fonte: Reuters

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