AirBnb pode abrir capital ainda este ano

Por Stephanie Kohn | 16 de Julho de 2020 às 11h30
Airbnb
Tudo sobre

Airbnb

Saiba tudo sobre Airbnb

Ver mais

Apesar de ter sofrido fortemente durante a pandemia, o Airbnb está se reerguendo e pensa novamente em abrir sua oferta pública inicial na bolsa de valores, segundo o The News York Times e o Business Insider.

Desde o ano passado, a empresa vem mostrando sua intenção de abrir IPO em 2020, mas em março a Bloomberg reportou que os planos da companhia haviam sido adiados para 2021 por causa do Coronavírus e a crise econômica.

Na época, as locações pelo AirBnb chegaram a cair 96% em algumas cidades e, com isso, o valor da empresa caiu para US$ 26 bilhões - uma queda de 16%. Em maio, a empresa chegou a cortar sua quadro de funcionários em 25%, chegando a 1,9 mil demissões.

No entanto, em junho, a companhia reportou que as pessoas estavam começando a alugar acomodações novamente. Segundo o CEO da empresa, a quantidade de solicitações para pernoite em cidades dos Estados Unidos, listadas entre 17 de maio e 3 de junho, foi maior que no mesmo período do ano passado. Além disso, o aumento de reservas para férias locais também tem sido visto em outros países, como Alemanha, Portugal, Coreia do Sul e Nova Zelândia.

"Não estamos comprometidos em ir a público este ano, mas também não descartamos essa possibilidade. Quando o mercado estiver pronto, nós estaremos prontos, porque o AirBnb caiu, mas não acabou", disse o CEO Brian Chesky ao funcionários.

Tendências

Obviamente as coisas ainda estão longe de se normalizarem para a empresa, mas os últimos dados sugerem mudanças no turismo. Desde o começo da pandemia, mais da metade das reservas na plataforma foram feitas a cerca de 300 quilômetros da localização do usuário - um roteiro que, segundo a Bloomberg, daria para ser feito com um único tanque de gasolina e sugere que as pessoas estão trocando os aviões por carros.

Os dados apontam que as pessoas estão mudando suas preferências em relação às folgas. As viagens internacionais mais curtas estão sendo substituídas por férias locais mais longas, já que, com o trabalho remoto, as pessoas podem realizar suas tarefas de qualquer lugar. Outra tendência é a preferência por acomodações em casas e não em hoteis, pois é mais fácil se manter socialmente distante de outras pessoas.

Fonte: Business Insider

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.