Ações da Intel sobem 8% após anúncio dos lucros do terceiro trimestre

Por Claudio Yuge | 25 de Outubro de 2019 às 08h30
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A Intel publicou nesta quarta-feira (24) o balanço do seu terceiro trimestre fiscal com uma receita de US$ 19,19 bilhões. Isso representa mais de um US$ 1 bilhão a mais que o esperado pelos analistas, segundo a Refinitiv, firma especializada em dados financeiros do setor. A marca animou os investidores e as ações subiram 8%, fechando o pregão da Nasdaq nesta quinta-feira (25) com aumento de US$ 1,42 por cota, quando a projeção era de US$ 1,24 — cada papel custa atualmente US$ 52,23.

O principal segmento foi o de Client Computing Group, que vende processadores para PCs desktop, laptops e dispositivos 2-em-1, com entrada de US$ 9,71 bilhões entre julho, agosto e setembro — a estimativa era de US$ 9,59 bilhões e houve queda de 5% em comparação com 2018. Durante esse período, a Intel anunciou a segunda geração de memória persistente Optane DC e faturou US$ 1 bilhão com a venda da divisão de modens 5G para a Apple, em um acordo avaliado em US$ 1 bilhão.

(Imagem: Reprodução/CNBC)

O segundo maior negócio foi a seara de computação em nuvem Data Center Group, que se concentra em chips de servidores e gerou US$ 6,38 bilhões, acima da expectativa de US$ 5,62 bilhões. Já o Grupo Internet of Things, que fabrica produtos para indústrias e sistemas embarcados, teve receita de US$ 1,23 bilhão — os especialistas consultados pela FactSet esperavam US$ 1,12 bilhão.

Próximos desafios

Embora os números sejam positivos, a Intel sabe que precisa ganhar mais, especialmente nesse momento que o mercado precisa de suprimentos para atender a alta demanda de PCs. Além de não estar conseguindo entregar toda a carga de chips de 14 nanômetros, a companhia está atrasada na entrega de componentes com arquitetura de 7 nanômetros — a previsão é de que essas peças cheguem somente em 2021.

Além disso, com a desistência do mercado de 5G após a parceria da Apple com a Qualcomm, a fabricante de semicondutores se concentra em tornar os preços mais competitivos na concorrência com a AMD, que vem ganhando mais fatia de mercado com suas novas e poderosas placas para servidores.

Fonte: CNBC  

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