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Presidiários do Acre são flagrados com celulares no estômago

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Presidiários do Acre são flagrados com celulares no estômago
Presidiários do Acre são flagrados com celulares no estômago

Nesta quinta-feira (23), dois presidiários de Sena Madureira - interior do Acre - escolheram um prato muito exótico para o almoço: celulares. Isso mesmo. Os dois detentos da Unidade Penitenciária Evaristo de Moraes foram flagrados com o celular no estômago e um deles vai inclusive ser transferido para a capital do estado, Rio Branco, sob a premissa de passar por uma avaliação e possivelmente encarar um procedimento cirúrgico para que seja feita a retirada do aparelho. As informações são do diretor da unidade, Denis Araújo, em entrevista ao G1.

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Basicamente, durante esta manhã, ambos os presidiários foram submetidos ao aparelho scanner corporal, que detectou os celulares no estômago dos dois. Enquanto um deles vomitou o celular quando foi encaminhado ao hospital, o outro não conseguiu expelir. "Está no estômago dele. À noite, deixamos no hospital e ele tentou vomitar, mas não conseguiu, e a gente vai encaminhar para Rio Branco para serem tomadas as medidas adequadas, porque com o aparelho dentro, ele corre risco de morte", explica Araújo.

De acordo com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), os presos estavam no bloco de observação (onde ficam os recém presos) e o flagrante aconteceu justamente quando seriam transferidos para o pavilhão. "Nosso presídio fica em uma área urbana, então, constantemente eles jogam pela muralha e os presos dos pavilhões fazem o que a gente chama de 'boli' [uma linha amarrada em algum objeto] para puxar. Só que, na maioria das vezes, não entra. Hoje, está muito severa a fiscalização. Mas, a gente acredita que a entrada dos telefones foi desse jeito", conta o diretor.

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Ele ainda acrescenta que o costume é envolver o aparelho em algum material para facilitar a remoção, mas que o presidiário em questão ingeriu o aparelho sem nenhuma proteção. Se você estiver se perguntando "Mas e o que acontece com os presos que fazem isso?", o diretor da Unidade Penitenciária Evaristo de Moraes explica que o preso que já expeliu o celular vai sofrer punição de dez dias e um procedimento administrativo vai ser instaurado para apurar o caso. "O outro vai ficar de sanção porque celular é falta grave. Primeiro ele fica de falta dez dias e a gente abre uma sindicância e ele pode pegar até mais 20 dias de corretivo".  O diretor acrescenta, ainda, que o detento fica isolado e perde o direito a visitas e banho de sol.

Fonte: G1