Inspirados por anime, jovens agora estão costurando a própria pele

Por Redação | 12.07.2017 às 12:39 - atualizado em 13.07.2017 às 07:12

Depois da Baleia Azul, mais uma moda perigosa está tomando conta dos jovens. Popular, por enquanto, apenas na China, um novo desafio propõe que os adolescentes costurem a própria pele de diferentes maneiras e com fios de cores variadas como uma forma de modificação corporal inspirada em um anime chamado Tokyo Ghoul.

A história nasceu como um mangá de 2011 (também publicado no Brasil) e conta a saga de Ken Kaneki, um jovem que, após um encontro com uma mulher misteriosa, é transformado em um ghoul – demônios de aparência humana, mas que precisam comer carne crua para sobreviver. A trama segue as angústias do protagonista com essa nova vida, onde ele conta com a ajuda de outros semelhantes enquanto adapta sua rotina e tenta esconder a verdade de outras pessoas.

O anime baseado em Tokyo Ghoul foi lançado em 2014 e fez grande sucesso na Ásia, rendendo também um filme em live action. A moda da costura corporal, mais especificamente, toma inspiração no personagem Juuzou Suzuya, um investigador de ghouls que usa as linhas e agulhas como uma forma de modificar o próprio corpo.

Com a popularidade da animação, começaram a se proliferar as imagens de adolescentes realizando atos semelhantes. Por meio da rede social Sina Weibo, uma das mais populares da China, começou a rolar, então, uma espécie de desafio, na qual outros participantes indicam para uma escolhida que tipo de designs ela deve realizar no próprio corpo.

Os adeptos da prática garantem que o ato não causa dor nem sangramento, uma vez que a costuma é realizada nas camadas superiores da pele. Tutoriais também começam a se acumular em fóruns dedicados à prática, ensinando os interessados a usarem agulhas de costura comuns de forma delicada, gerando o resultado esperado. Alguns já chamam a técnica de uma extensão das tatuagens convencionais, permitindo que os jovens combinem os fios com as roupas usadas e reflitam a própria personalidade.

Por mais que a prática em si não cause dor, a preocupação das autoridades é quanto à automutilação, com os jovens causando ferimentos em si mesmos. Além disso, há o risco de infecções ou transmissão de doenças caso os equipamentos usados para costura não sejam higienizados ou acabem compartilhados entre os adolescentes. Os cuidados, aqui, devem ser os mesmos das tatuagens.

Como sempre, trata-se de uma prática realizada longe dos olhos dos pais, mas que pode trazer consequências graves. As orientações das autoridades, como sempre, são pelos diálogos e vigilância, mantendo um olhar atento sobre o cotidiano dos filhos, principalmente em sua utilização da internet.

Fonte: People's Daily Online