Biólogo cria coleção de Pokémon inspirados na fauna e na flora brasileira

Por Redação | 24 de Setembro de 2016 às 11h17
photo_camera Fabio Meirelles

Empolgado com a “febre” de Pokémon GO e aproveitando o tempo livre por estar afastado do trabalho por motivos de saúde, o biólogo Fabio Meirelles decidiu criar uma coleção de monstrinhos com inspiração em animais, plantas e até mesmo seres do imaginário popular brasileiro.

Ballphin, versão Pokémon do boto-cor-de-rosa; Brollydrir foi inspirado no jacaré-de-papo-amarelo; e Fakeliqua, baseado na mariposa (Reprodução: Fabio Meirelles)

Morador da Zona Leste de São Paulo, o rapaz de 27 anos já criou mais de 140 Pokémon tupiniquins baseados em animais como tamanduás-bandeira, lobos-guará, botos cor-de-rosa e até mesmo o temível mosquito Aedes aegypti (que transmite a dengue, a zika e a chikungunya), além de membros da flora nacional como cogumelos, pimentas e mamonas. Até mesmo seres como a cegonha (ave real que não é nativa do Brasil, mas está viva no imaginário popular como sendo a responsável por trazer os bebês), ou o Saci Pererê serviram como inspiração para o biólogo para criar as criaturinhas brazucas.

Zikaegypti veio a partir do mosquito da dengue, ao lado do monstrinho do João-de-barro e Manaty, inspirado no peixe-boi (Reprodução: Fabio Meirelles)

“Comecei a criar os Pokémon como uma forma de passatempo”, contou Fabio, que precisou se afastar do trabalho por conta da síndrome de Parsonage-Turner - uma doença rara que afeta as fibras nervosas do braço. “Usei meu outro braço, meu interesse por desenhos e o conhecimento em biologia para criar os Pokémon”, explicou.

Manedolf é uma versão do lobo-guará, o Myrmeflag foi inspirado no tamanduá-bandeira e o Slotrange foi baseado no bicho-preguiça (Reprodução: Fabio Meirelles)

O biólogo ainda pretende finalizar a coleção antes de seguir com novas criações. “Faltam uns 30 Pokémon brasileiros ainda. Depois disso, já tenho em vista Pokémon de outras regiões do planeta”, revela Meirelles, que também já criou monstrinhos inspirados na África.

Saciklore, o Pokémon do Saci; Mushrilady é a criatura do cogumelo véu-de-noiva; e a versão Pokémon da cegonha é o Storkeeg (Reprodução: Fabio Meirelles)

Já quanto a vender suas ideias para a Pokémon Company, o moço disse que não sonha tão alto, já que “estrangeiros que fizeram desenhos parecidos não conseguiram” a atenção da companhia. No entanto, ele não descarta ingressar na criação de games no futuro.

Peppby é uma pimentinha, Edrundill foi inspirado no maracujá, e o Seecinus veio de uma mamona (Reprodução: Fabio Meirelles)

Fonte: Estadão