Adobe cria IA voltada a identificar se um rosto foi modificado em uma foto

Por Wagner Wakka | 14 de Junho de 2019 às 17h41
Divulgação/Adobe
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A Adobe anunciou nesta sexta-feira (14) uma nova inteligência artificial, ainda em protótipo, voltada para identificar rostos que foram modificados em programas como o Photoshop. Uma das preocupações atuais relacionadas a fake news e a desinformação são os mecanismos de montagem cada vez mais bem elaborados, como o de deep fakes ou mesmo fotos alteradas. Contudo, ao passo que tais tecnologias avançam, pesquisas de detecção deste tipo de montagem, felizmente, também acompanham o ritmo.

O estudo está sendo feito em parceria com Universidade de Berkeley com o objetivo de identificar se um rosto foi manipulado em uma foto. Segundo a empresa, essa movimentação simplesmente “é um dos esforços da Adobe em detectar manipulações em imagens, vídeos, áudios e documentos”. Contudo, ainda não é provável que vire um produto final.

Apesar disso, a empresa reconhece que as ferramentas que ela mesma cria poder ter impactos éticos sobre fake news. “Conteúdos falsos são um problema sério com crescente pressão social”, aponta a empresa em blog explicativo sobre o estudo.

Atualmente, ao principal efeito que a empresa quer identificar é o usado para a ferramenta chamada de Liquify, aquela usada geralmente para afinar rostos e mudar expressões. “Os efeitos dessa ferramenta são muito delicados, o que a torna um intrigante caso para nossos testes de detecção tanto de alterações sutis quanto de drásticas dos rostos”, explica.

Liquify é a ferramnente de fazer pequenos ajustes no rosto do usuário (Foto: Divulgação/Adobe)

O sistema de treinamento da inteligência artificial é bastante simples. Uma base de dados foi alimentada com versões reais e modificadas de fotos de usuários. Aa informações também levam em conta se a foto é ou não modificada para que o sistema saiba reconhecer as mudanças.

Para testar a eficácia do mecanismo, a Adobe fez testes comparando o acerto humano com o da máquina. O grupo de pessoas conseguiu identificar de forma correta apenas 53% das vezes que uma foto foi editada com a ferramenta, principalmente, nas modificações mais drásticas. Já o sistema de inteligência artificial teve 99% de acerto tanto em informar se a foto é original como se conta com alterações.

“A ideia de um botão universal ‘desfazer’ para reverter as edições nas imagens ainda está longe da realidade. Mas nós vivemos em um mundo no qual é cada vez mais difícil acreditar em informações digitais que consumimos, e estou buscando explorar esta área de pesquisa”, aponta Richard Zhang, pesquisador do trabalho.

Como protótipo, o mecanismo ainda está incipiente e é capaz de apenas identificar algumas poucas edições no rosto de usuários. Contudo, a expectativa dos pesquisadores é de criar mais ferramentas que possam identificar mudanças ainda mais complexas.

A objetivo final é conseguir fazer com que mecanismos possam identificar de forma automática se uma imagem foi modificada e até alertar um usuário sobre isso. A explicação completa sobre o estudo está disponível no site da Adobe.

Fonte: Adobe

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