Tinder vai pagar US$ 11,5 milhões por cobrar mais de maiores de 30 anos no Plus

Por Patrícia Gnipper | 28 de Janeiro de 2019 às 08h25
Reprodução: Tinder
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Em 2015, o Tinder lançou uma versão paga de seu app de paquera em alguns mercados, com esta versão se chamando Tinder Plus. Naquele ano, a novidade causou polêmica por cobrar uma assinatura mais cara de usuários com mais de 30 anos, mas foi somente em 2018 que um usuário decidiu processar a empresa, acusando-a de discriminação. Agora, o Tinder fez um acordo com os reclamantes de uma ação coletiva, que pediam US$ 17,3 milhões de indenização por conta disso — mas o valor acabou ficando em US$ 11,5 milhões.

O Tinder Plus dá vantagens como, por exemplo, voltar atrás em swipes, maior quantidade de Super Likes e a opção de dar match com pessoas de outros países. Para isso, a mensalidade cobrada de jovens com menos de 29 anos era de US$ 9,99, enquanto para usuários com mais de 30 o valor era de US$ 19,90. A empresa defendia a cobrança desigual com a justificativa de que usuários mais jovens teriam mais restrições orçamentárias em comparação com usuários mais velhos, precisando, então, de preços mais em conta para poderem assinar serviços online.

No processo aberto em 2018, o caso acabou sendo arquivado em um tribunal da Califórnia, em decisão favorável ao Tinder. Mas o grupo de pessoas (que engloba cerca de 230 mil usuários) não desistiu, recorrendo da decisão; agora, eles conseguiram um martelo batido a seu favor. O Tinder pagará os US$ 11,5 milhões para o grupo em questão, e esses usuários ainda receberão uma assinatura Tinder Plus ou Tinder Gold gratuita, além de 50 Super Likes.

O Tinder também concordou em não cobrar mais valores diferentes de acordo com a faixa etária dos usuários, mas isso será válido somente para o estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Para atrair a população mais jovem, a empresa pode oferecer cupons de desconto para quem estiver na faixa dos 21 anos.

Fonte: The Verge

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