Tempo mensal de usuários em apps móveis cresceu 40% no 2º trimestre mundial

Por Claudio Yuge | 09 de Julho de 2020 às 23h20
Pìxabay

Com a atual pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), usuários do mundo inteiro estão passando muito mais tempo em apps móveis, seja consumindo streaming de áudio e vídeo, participando de conversas em videoconferência, curtindo games ou utilizando serviços de rastreamento de COVID-19 e de entregas. O que já é notável em nosso “novo normal” foi confirmado por uma pesquisa da plataforma de análise mobile App Annie, que registrou uma alta de 40% de uso mensal em softwares de smartphones e tablets no segundo trimestre, em relação ao ano passado.

O mês de abriu chegou a alta mensal de mais de 200 bilhões de horas, com o tempo médio de 4 horas e 20 minutos por dia em smartphones. Com isso, a receita também aumentou, e os usuários gastaram um total de US$ 27 bilhões em aplicativos no período: US$ 17 bilhões foram com aparelhos iOS (+15% na comparação ano a ano), e os US$ 10 bilhões restantes ficaram com o Android (+25%). Os aplicativos que não são de jogos representaram 35% dos gastos dos consumidores na App Store e 15% no Google Play, principalmente devido aos serviços por assinaturas.

Alta neste ano foi bem maior do que nos anteriores (Divulgação/App Annie)

O número total de downloads na Google Play tiveram alta de 25 bilhões (+10%), enquanto na App Store o crescimento foi de quase 10 bilhões (+20%). Na loja virtual do Google, os apps que não são de jogos representam 55%, enquanto no iOS essa fatia chega a 70%. Vale destacar que a Índia e o Brasil, com um consumo médio mensal 30% e 20% maior, respectivamente, foram destaques na pesquisa.

Efeitos da pandemia

As categorias “jogos”, “ferramentas” e “entretenimento” tiveram destaque na Google Play, contudo, “negócios”, “saúde”, “fitness” e “educação” tiveram expressivo aumento 115%, 75% e 50%, respectivamente, na comparação do segundo trimestre de 2019. Em destaque, estão ferramentas de videoconferência e colaboração corporativa, a exemplo do Zoom Cloud Meetings e do Google Meet, além de softwares de ensino à distância, a exemplo do Google Classroom e do Duolingo: Learn Languages.

Já no App Store, “jogos”, “foto e vídeo” e “entretenimento” continuaram entre os destaques, pelo quarto trimestre consecutivo. Contudo, assim como na Google Play, a loja virtual da Apple viu um grande crescimento de softwares de saúde e fitness, compras e medicina, com altas de 30%, 25% e 20%, respectivamente.

Índia e Brasil tiveram participação de destaque no aumento do consumo mensal de apps móveis
(Divulgação/App Annie)

Vale destacar que softwares de rastreamento da COVID-19, estiveram entre os mais procurados no segundo trimestre. O Aarogya foi o segundo mais baixado na Índia no período, em ambas, somando os downloads da App Store e da Google Play. O Contact App no Japão, o Corona-Warn-App na Alemanha, o StopCovid France na França, o Immuni App na Itália, o COVIDSafe na Austrália e o TraceTogether em Cingapura alcançaram a primeira posição no ranking em suas respectivas categorias no iPhone.

Fonte: Mobile Time  

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