Startup brasileira cria aplicativo para orientar pessoas com deficiência visual

Por Felipe Ribeiro | 09 de Junho de 2019 às 20h20
Veever

A startup brasileira Veever criou uma solução inovadora e gratuita para facilitar a acessibilidade de pessoas com deficiências visuais ou com dificuldades de orientação. Com seu aplicativo homônimo, as pessoas nessas condições terão a possibilidade de, a partir de dispositivos instalados em locais públicos, lojas e empresas em geral, reconhecer a proximidade de determinados pontos previamente cadastrados por meio de comandos de voz que direcionam esses usuários.

Na prática, mais de 6 milhões de brasileiros passam a ter um ferramenta gratuita que proporciona maior autonomia e segurança para usar o transporte público, frequentar atrações culturais e circular nas ruas de maneira geral. Contudo, o aplicativo ainda não está disponível para download e ainda depende da participação de organizações públicas e privadas para maior abrangência de espaços inclusivos, para, assim, entrar em pleno funcionamento.

A ideia surgiu da vivência que um dos cofundadores, João Novochadlo, teve como voluntário do Instituto Paranaense dos Cegos. Conhecendo a realidade e os desafios enfrentados no Brasil, os empreendedores decidiram criar uma solução de brasileiros para brasileiros.

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Imagem: Divulgação/ Veever

O Veever também foi apresentado a membros de empresas e principais instituições de ensino norte-americanas, como MIT e Harvard, universidades que realizaram uma competição de startups na qual o Veever foi uma das 40 mais bem posicionadas, dentre aproximadamente 500 empresas iniciais.

Como funciona?

O Veever funciona a partir da comunicação com pequenos dispositivos, chamados beacons, que são instalados no objeto que se pretende descrever, seja para fins de localização ou informação sobre o local. Cada beacon possui um texto descritivo que é acionado com a proximidade do aparelho celular com aplicativo em funcionamento. Assim, o usuário tem mais facilidade para se deslocar e frequentar atrações culturais como museus, exposições, praças públicas, fazer compras em shoppings, lojas e mercados.

Imagem: Divulgação/ Veever

“O aparelho pode descrever uma obra de arte, oferecer informações de localização dentro de um shopping ou avisar sobre a chegada de uma linha de ônibus específica. Enfim, podem enriquecer e facilitar qualquer experiência humana”, comenta João Pedro Novochadlo, um dos idealizadores do Veever.  

A maior novidade oferecida pela tecnologia é a possibilidade de ir e vir sem depender do auxílio de terceiros — seja offline ou online: esses pequenos aparelhos oferecem uma precisão centimétrica e não dependem de internet para funcionar.

O desafio dos criadores, agora, fica por conta do convencimento da iniciativa privada e do poder público para que adotem a tecnologia em suas dependências. A startup também já negocia a instalação em um centro comercial e no transporte público de uma metrópole brasileira, que ainda será revelada.

Caso pessoas estejam interessadas em participar do Projeto Piloto, podem se inscrever no site oficial da Veever.

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