Com emojis, grupos e likes, Signal se apresenta para encarar o WhatsApp

Por Rubens Eishima | 18 de Fevereiro de 2020 às 15h30
Signal/Instagram
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Queridinho de ativistas como Edward Snowden e Glenn Greenwald, o Signal parecia restrito às pessoas obcecadas com privacidade. Novos recursos implementados pelo app, porém, mostram que este tem apetite para enfrentar o WhatsApp.

Curiosamente, a virada de jogo começou justamente quando um dos criadores do WhatsApp, Brian Acton, investiu 50 milhões de dólares no Signal em 2018, poucos meses depois da venda milionária do Whats para o Facebook. Anos antes, quando o WhatsApp implementou o recurso de criptografia de ponta-a-ponta, o protocolo usado foi baseado no código-fonte do Signal.

O investimento feito por Acton permitiu que a equipe do Signal crescesse de três para 20 pessoas, como destacou um artigo recente da Wired. E isso permitiu que o app adicionasse recursos como figurinhas (stickers), reações, conversas em grupo, suporte ao iPad e até vídeos que desaparecem após uma visualização (no melhor estilo Snapchat 2014).

Mantendo o padrão de privacidade do Signal, os novos recursos funcionam sem que os servidores do serviço tenham conhecimento das conversas, vídeos, grupos, stickers e emojis utilizados.

A empresa estuda ainda como eliminar a dependência dos números de telefone e a possibilidade de manter a lista de contatos na nuvem – neste caso também com todos os dados criptografados.

Então, na próxima indisponibilidade de serviço do WhatsApp ou ameaça de bloqueio por algum político que se sentiu ofendido com um meme de grupo de família, por que não experimentar o Signal?

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