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Samsung e LG fazem "limpa" na loja de Smart TVs e banem apps que "roubam" Wi-Fi

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Smart TV Samsung QEF1 65"
Gabriel Furlan Batista/Canaltech

A Samsung passou a banir aplicativos de suas Smart TVs que compartilhavam a conexão de internet dos usuários com desconhecidos, de acordo com publicação do TechCrunch nesta segunda-feira (3)

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A decisão veio após uma pesquisa da empresa de segurança Mnemonic identificar apps populares da fabricante com código capaz de transformar os aparelhos em pontos de uma rede de proxy residencial, prática cada vez mais associada a crimes cibernéticos.

Um proxy residencial funciona como um intermediário que redireciona o tráfego de internet de terceiros através da conexão doméstica de um usuário comum.

A técnica tem usos legítimos, como driblar bloqueios geográficos em serviços de streaming, mas também vem sendo usada para mascarar ataques cibernéticos, já que o tráfego malicioso passa a parecer originado de uma casa comum, e não de um invasor.

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Caso do Pac-Man

Entre os apps identificados estava um jogo de Pac-Man, que a própria Samsung chegava a recomendar na seção "Escolha do Editor" da loja de aplicativos de suas Smart TVs.

Segundo a pesquisa, muitos desses aplicativos são básicos, com poucas linhas de código, criados apenas para carregar conteúdo hospedado em outro servidor.

Essa estrutura dificulta a detecção do problema durante a revisão da loja de apps, já que o processo de avaliação enxerga apenas o código local, e não o conteúdo remoto carregado posteriormente. "O que foi revisado não é necessariamente o que está rodando", afirmou Harrison Sand, consultor de segurança ofensiva da Mnemonic, à TechCrunch.

Sand encontrou no jogo um código da Bright Data, empresa israelense que vende acesso a redes de proxy residencial e também comercializa conjuntos de dados obtidos a partir da coleta em massa feita por essas redes.

Segundo o pesquisador, o código fica inativo até o usuário aceitar uma tela de consentimento, geralmente disfarçada como permissão para uso de dados do aparelho, e passa a funcionar em segundo plano até a exclusão do app, mesmo com o aplicativo fechado.

A Samsung afirmou, em nota enviada à TechCrunch, que já restringiu o registro de novos aplicativos com esse tipo de funcionalidade e está identificando os apps existentes na loja que utilizam o recurso para removê-los.

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LG identificou problema semelhante

A Samsung não é a única fabricante afetada. O mesmo tipo de código foi encontrado também em aplicativos para Smart TVs da LG, segundo apuração da coluna KrebsOnSecurity baseada em levantamento da empresa de segurança Spur.

O estudo analisou 6.038 aplicativos disponíveis nas plataformas webOS, da LG, e Tizen, da Samsung. Do total, 2.058 apps vendiam o endereço de IP dos usuários, com códigos de proxy residencial escondidos em utilitários, jogos e protetores de tela.

A proporção chegou a 42,5% dos aplicativos analisados no catálogo da LG e a 26,5% no da Samsung.

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Diante dos resultados, a LG anunciou que passará a suspender aplicativos que não removerem a funcionalidade de proxy residencial.

Segundo o vice-presidente sênior da companhia, John Taylor, o uso desse tipo de rede "não é um propósito pretendido" para as Smart TVs da marca, e a revisão dos aplicativos já está em andamento.

O que acontece com quem tem um desses apps

Com a mudança de política, aplicativos que mantiverem código de proxy residencial devem ser removidos das lojas da Samsung e da LG, o que deve tirá-los automaticamente dos aparelhos dos usuários ou impedir novas instalações.

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Segundo a Mnemonic, quem já baixou um app suspeito pode verificar as configurações de diagnóstico e uso de dados da TV em busca de atividade incomum de rede e desativar opções de compartilhamento de dados nos ajustes do aparelho.

A Spur recomenda ainda que usuários revisem os aplicativos instalados e removam aqueles sem uso real, como jogos simples ou protetores de tela baixados de forma espontânea, já que esse tipo de app costuma concentrar o problema.