Jornal inglês denuncia suspeita de estupro por menores usando Tinder e Grindr

Por Wagner Wakka | 11 de Fevereiro de 2019 às 19h15

O Reino Unido está fechando o cerco sobre utilização de apps de relacionamento por menores de idade. Na última semana, o jornal Sunday Times, de Londres, apontou um levantamento de mais de 30 suspeitas de estupro infantil por conta de menores que burlaram o sistema de verificação etária de apps como Grindr e Tinder.

O veículo levantou os dados de ambos programas por pedido de acesso à informação. No total, foram identificados 60 casos de suspeita de crimes sexuais, incluindo aliciamento, sequestro, agressão e, quase metade, estupro. Segundo o jornal, o menor envolvido tinha oito anos de idade, sendo que o acusado neste caso já está preso.

Após as denúncias, o secretário de Cultura do Reino Unido, Jeremy Wright, veio a público dizendo que estava investigando o problema e os casos eram chocantes. Ambas empresas informaram que mantêm métodos de evitar que crianças possam usar suas plataformas, voltadas para maiores de 18 anos.

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Wright aponta que, apesar dos mecanismos, ainda é preciso que tais empresas tenham mais tecnologia para evitar casos como este. As empresas podem passar a exigir, por exemplo, comprovação de idade para entrar na plataforma.

Jonathan Ashworth, secretário de Saúde, considerou um problema emergencial os casos relatados pelo veículo.

Crimes

A seguir, serão relatados casos específicos apresentados pelo jornal britânico. Assim, fica aqui um alerta de conteúdo sensível.

Os casos são variados. Um garoto de 13 anos disse ao veículo que informou uma data falsa de nascimento para conhecer o app, no caso o Grindr, mais voltado ao público homossexual masculino. Na plataforma, ele falou que sofreu lavagem cerebral e abuso por 21 homens. Outro caso leva em conta uma menina de 16 anos com síndrome de Down incentivada e enviar fotos suas completamente nua.

Respostas

Ao Times, o Tinder informou que tem pesquisado formas de criar ferramentas, tanto manuais quanto automatizadas, para evitar que menores utilizem o app. Ainda, investe “milhões de dólares” (sem especificar cifras) para prevenir e remover estes usuários. A plataforma também foi enfática em dizer que “não quer usuários menores de idade”.

Já o Grindr informou ao veículo que “Qualquer relato de abuso sexual ou outro comportamento ilegal é problemático para nós, bem como uma clara violação de nossos termos de serviço. Nossa equipe está constantemente trabalhando para melhorar nossas ferramentas de triagem digital e humana para prevenir e remover o uso indevido de menores do nosso aplicativo”.

O Canaltech entrou em contato com assessorias de imprensa aqui no Brasil de ambos os serviços para saber se há casos semelhantes por aqui. Assim que houver resposta, esta nota será atualizada.

Fonte: Sunday Times

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