Estudo sugere que Uber e Lyft estão piorando o trânsito

Por Jessica Pinheiro | 27 de Julho de 2018 às 13h05
Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Recentemente, Uber e Lyft alegaram que estão ajudando a reduzir os congestionamentos, já que, quando as pessoas solicitam por seus serviços, estão reduzindo o número de carros nas ruas.

Contudo, de acordo com um estudo publicado no Washington Post, isso não é o que acontece de verdade. Contrariando as empresas, o que vem acontecendo mesmo é que serviços de corridas compartilhadas como o UberPool e o Lyft Line estão, na realidade, tornando as coisas piores. Isso porque esse tipo de serviço está crescendo exponencialmente, criando uma demanda maior por apps de caronas, em especial com corridas particulares – isto é, apenas o passageiro e o motorista dentro do carro.

Em outras palavras, os dados reunidos sugerem que cada vez mais pessoas estão deixando de lado formas de transporte ambientalmente sustentáveis, tais como andar de bicicleta, caminhar e derivados, e preferindo se deslocarem em carros compartilhados.

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Além disso, alternativas particulares o UberX e Lyft não conseguiram atender às promessas de reduzir a posse de carros e estão contribuindo, na verdade, para que esse número aumente.

De acordo com o estudo, isso ocorre porque, ao invés de aderirem ao uso de metrôs ou ônibus, os passageiros estão se voltando cada vez mais para esses serviços, gerando um incentivo ao mercado e levando à aquisição de ainda mais carros.

O relatório conclui que, em seis anos, os serviços de corridas compartilhadas já percorreram um total de 9,1 bilhões de quilômetros, já que há mais quilometragem entre as viagens. Faz sentido quando se leva em conta que os motoristas precisam se deslocar de um usuário até o outro para então levá-los a seus destinos.

A Uber e o Lyft, obviamente, discordaram dos dados apontados pelo estudo, com a primeira argumentando que já economizou 506 milhões de quilômetros percorridos, enquanto a segunda diz que mais 250 mil passageiros já desistiram de ter um carro próprio porque usam bastante o serviço.

Fonte: The Washington Post

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