Elon Musk lança X Money, banco digital dentro do X
Por Marcelo Fischer Salvatico | •
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O X, rede social de Elon Musk, começou a oferecer nesta segunda-feira (27) o X Money, serviço bancário integrado à plataforma. A ferramenta está disponível para assinantes Premium e Premium+ nos Estados Unidos, segundo comunicado da empresa.
O lançamento amplia o acesso a um produto que estava em fase de testes desde o fim de junho, restrito a um grupo limitado de assinantes. Agora, todos os usuários pagantes do X no país podem usar o serviço.
Como funciona o X Money
O X Money permite manter depósitos, enviar pagamentos entre pessoas, pagar contas, fazer transferências bancárias e até enviar cheques por correio, tudo pelo aplicativo. A empresa também oferece um cartão físico, o X Card, aceito em qualquer lugar que receba pagamentos via Visa.
O cartão dá direito a 3% de cashback em compras elegíveis, sem taxa de saque em caixas eletrônicos e sem taxa para transações internacionais. Usuários que optarem por depósito direto do salário podem receber o pagamento até dois dias antes da data normal.
Os depósitos ficam sob custódia do Cross River Bank, instituição de Nova Jersey usada por outros aplicativos de tecnologia financeira, e contam com garantia do FDIC, o fundo de proteção a depositantes dos Estados Unidos, até 250 mil dólares. Segundo o Cross River, essa é a primeira plataforma bancária com esse tipo de garantia construída sobre uma rede social no país.
Assinantes Premium+, que pagam 40 dólares por mês, têm acesso direto a uma taxa de rendimento de até 6% ao ano sobre os depósitos. Já os assinantes do plano Premium, de 8 dólares mensais, precisam cumprir requisitos de depósito direto para alcançar o mesmo percentual.
A lógica do X Money lembra a de carteiras digitais populares no Brasil, como Nubank, PicPay e Mercado Pago, que combinam conta digital, cartão, transferências instantâneas e rendimento sobre o saldo. Nos Estados Unidos, o X Money passa a competir diretamente com Venmo, do PayPal, Cash App, do Block, e SoFi.
Antes do lançamento, o projeto já havia chamado atenção em Washington. Em carta enviada em abril, a senadora Elizabeth Warren, principal democrata na Comissão de Bancos do Senado, questionou como o X Money geraria receita suficiente para sustentar o rendimento oferecido e citou ações anteriores da FDIC contra o Cross River Bank relacionadas a práticas de concessão de crédito.
"PayPal" que veio antes do PayPal
Não é a primeira vez que Musk se envolve com serviços financeiros. No fim dos anos 1990, ele fundou uma empresa de pagamentos batizada justamente de X.com, que se fundiu com a Confinity em 2000. A junção das duas companhias deu origem ao PayPal.
Desde que assumiu o controle do então Twitter, em 2022, Musk fala em transformar a rede social em um "aplicativo para tudo", modelo inspirado no chinês WeChat, que reúne mensagens, compras e pagamentos em um só lugar.