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Dia dos Namorados: Hinge revela o que o público LGBTI+ busca em relacionamentos

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André Magalhães/Canaltech
André Magalhães/Canaltech

O aplicativo de relacionamentos Hinge publicou uma pesquisa para entender como a comunidade LGBTQIA+ cria novas conexões amorosas e o que as pessoas buscam ao se envolver com outros indivíduos.

A quarta edição do relatório D.A.T.E. LGBTQIA+ da empresa consultou mais de 31 mil usuários globais do aplicativo. Os principais pontos incluem consistência, segurança emocional e a proximidade de valores.

Consistência é o segredo

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Não dá para esperar que todo match se transforme em um grande vínculo de afeto, mas manter a consistência nas conversas é um fator essencial para “quebrar o gelo” e ganhar confiança: de acordo com as pessoas entrevistadas na comunidade LGBTQIA+, 86% consideram que uma comunicação consistente diminui a ansiedade ao começar um relacionamento. 

Demonstrar curiosidade sobre a vida da outra pessoa também é valioso — 89% dos usuários se sentem emocionalmente desejados com isso. Menos ghosting e mais conversas são um bom pontapé inicial.

Porém, não precisa ser rápido: 76% de usuários LGBTQIA+ preferem construir conexões lentamente, enquanto 52% afirmam desacelerar o ritmo dos relacionamentos (o número é de 44% entre o público heterossexual ouvido na pesquisa). A incerteza sobre o mundo atualmente se transforma em um combustível para que as pessoas entendam mais sobre o que procuram no campo do amor.

Importância para segurança emocional e demonstrações de afeto

A pesquisa reforça o peso de diversos fatores relacionados à segurança emocional, como clareza nas intenções do relacionamento, sensação de conforto ao lado da pessoa e, principalmente, ter valores compatíveis.

As demonstrações públicas de afeto são mais divisivas. Usuários LGBTQIA+ tendem a hesitar para mostrar afeto no primeiro em público porque não se sentem seguros no ambiente. 

“Se você já observou um ambiente antes de segurar a mão de alguém, então já sabe como é isso. Essa pausa geralmente é a sabedoria de um sistema nervoso que aprendeu, muitas vezes por experiências reais, que nem todos os espaços são seguros para ser completamente visível”, explica o especialista em amor e conexão do Hinge, Moe Ari Brown.

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