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Após morte de entregador, Rappi deve implementar botão de emergência no app

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Após morte de entregador, Rappi deve implementar botão de emergência no app
Após morte de entregador, Rappi deve implementar botão de emergência no app

O Rappi anunciou mudanças em seu aplicativo após a morte, na segunda-feira (8), de Thiago de Jesus Dias, um entregador do serviço. A plataforma informou ao BuzzFeed News que está desenvolvendo um botão de emergência para entregadores da plataforma.

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"A empresa está desenvolvendo um botão de emergência, que estará disponível dentro do aplicativo dos entregadores, por meio do qual os mesmos poderão optar por acionar diretamente o suporte telefônico da Rappi — que contará com equipe especializada — ou as autoridades competentes (caso se deparem com situações relacionadas à saúde ou segurança)", diz a nota da empresa.

Segundo o veículo, a companhia disse também que “está buscando melhorias no processo” e deve contar com uma equipe especializada para lidar com casos como o de Dias.

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O caso começou no último sábado (6) quando o rapaz fazia entregas em Perdizes durante a noite. Ele começou a passar mal e foi atendido pelos próprios clientes para quem fazia uma entrega.

Os usuários então entraram em contato com o Rappi pelo smartphone de Dias, buscando assistência para o motoboy. Contudo, eles apenas ouviram a recomendação de que dessem baixas nas outras entregas para não atrapalhar o fluxo da empresa, sem oferecer socorro ao colaborador.

O caso ainda se agravou quando a assistência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) não chegou depois de acionada e um motorista do Uber se recusou a levar o rapaz para o hospital.

Somente duas horas depois é que ele foi socorrido pela irmã, que o levou para o Hospital das Clínicas. O rapaz foi diagnosticado com um acidente vascular cerebral (AVC) e levado para a UTI. Contudo, veio a falecer na segunda-feira pela manhã.

Segundo o BuzzFeed News, a Uber não quis comentar o ocorrido e a Prefeitura de São Paulo já informou que abriu investigação sobre o caso.

Em comentário, o irmão do entregador, Isaque de Jesus Dias, criticou: "É revoltante eles terem essa ideia só agora, depois de a gente perder nosso irmão. Afinal, o que ele deixou de fazer a Rappi pode substituir por outro, mas nós da família não temos esse poder de contratar um novo irmão".

O Rappi ainda não informou quando que as novas medidas devem ser implementadas na plataforma.