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Após críticas, Messenger Kids deixa pais verem histórico de mensagens e imagens

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O Facebook anunciou hoje uma atualização para a versão infantil do Messenger, trazendo novos recursos de segurança e monitoramento dos pequenos por parte de seus pais. Em um post publicado em seu blog oficial, a empresa ressaltou detalhes como a possibilidade de monitorar mensagens e mídias trocadas pelo app, bem como detalhamento de remetentes em contato com seus filhos.

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Os novos recursos estão disponibilizados dentro do Painel de Controle dos Pais (Parents Dashboard), acessível pelo próprio Facebook. Neles, é possível exibir informações pertinentes ao perfil de usuários que estejam interagindo com seus filhos, bem como acessar um histórico de mensagens e mídias (áudio, vídeo e imagem) trocadas com eles. Neste último, é possível ainda remover o material do histórico e denunciar conteúdo e perfil de quem os enviou, em caso de material impróprio ou perigoso.

Como uma medida protetiva mais direta, o painel de controle também permite que pais desloguem seus filhos da plataforma remotamente, além de baixar todas as informações pertinentes ao filho dentro do app.

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O Messenger Kids vem enfrentando duras críticas desde seu lançamento em dezembro de 2017: à época, grupos de proteção infantil pediram que o aplicativo fosse desligado pela segurança das crianças, além de pessoas questionarem os motivos do Facebook em lançar um app de mensagens voltado aos pequenos. Eis que, anos depois, em 2019, o Facebook levou uma nova onda de críticas ao admitir que uma falha recém-descoberta do app permitia que crianças fossem adicionadas a grupos de remetentes não aprovados pelos pais — algo que o Facebook em si vivia divulgando como medida principal de segurança.

Nem tudo são flores e ainda há razão para pais ficarem preocupados, porém: crianças ainda poderão interagir com contatos bloqueados caso eles estejam em chats de grupo com o mesmo remetente (nestes casos, o próprio app emitirá um alerta para a criança de que um contato bloqueado está presente no grupo). Ademais, contatos bloqueados poderão ser desbloqueados independentemente pelas próprias crianças, mas com a ressalva de que mensagens trocadas com estas pessoas permanecerão no histórico para que os pais possam ver.

A situação promete adicionar mais gasolina ao incêndio: o Facebook não possui um bom histórico no que tange a proteção da privacidade dos seus usuários e, embora a empresa afirme não se beneficiar comercialmente de informações dos apps voltados às crianças, nem tampouco compartilhar esses dados infantis com empresas publicitárias, a questão de sua segurança ainda é algo que carece de comprovação.

Fonte: Facebook