"Netflix sem internet" existe e cabe no bolso de qualquer um; conheça novidade
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller |

A era do streaming facilitou o consumo de filmes, mas eliminou a sensação de posse do espectador. Para resgatar essa experiência, a Video StoreAge aposta em um formato físico moderno: a venda de títulos por meio de pen drives.
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O conceito é simples e direto. O usuário compra o filme, conecta o dispositivo em um aparelho compatível e assiste a todo o conteúdo sem a necessidade de uma conexão com a rede. Diferente das plataformas digitais, o arquivo pertence ao comprador para sempre.
Segundo o site oficial da empresa, cada unidade custa US$ 29,99. O valor garante que o filme nunca desapareça da biblioteca pessoal do usuário, um risco comum em serviços de assinatura que dependem de contratos de licenciamento e trocas constantes de catálogo.
A iniciativa surge em um momento de insatisfação com os grandes serviços de streaming. Em muitos casos, a compra de um filme digital garante apenas o acesso temporário, sujeito a remoções repentinas ou mudanças nas regras das plataformas.
Com foco em produções independentes, a Video StoreAge oferece títulos individuais e pacotes curados. Uma das ofertas principais é uma coleção trimestral que reúne cinco longas e cinco curtas-metragens para exploração do público.
A empresa tem o comando de Ash Cook, ex-programadora do Festival de Sundance, e Aidan Dick. O modelo de negócio divide a receita de forma igualitária com os criadores e fortalece a conexão direta entre cineastas e audiência.
Embora não pretenda substituir gigantes como a Netflix, a proposta busca repensar a distribuição de mídia. A plataforma também incentiva exibições em grupo e foca na permanência e curadoria do acervo em um mercado cada vez mais volátil.
É importante destacar que o Video StoreAge foca em produções independentes. A plataforma se apresenta como uma alternativa para obras "indie" que muitas vezes enfrentam dificuldades para ganhar espaço nos catálogos das grandes gigantes do setor.
Fonte: DigitalTrends