A revolta contra o algoritmo: câmeras retrô vencem a IA
Por Bruno Bertonzin |

A busca pela imagem impecável cansou o consumidor. Nesta semana, Adriano Ponte analisa um fenômeno curioso no CNN Tech. Em pleno 2026, câmeras digitais antigas e aparelhos limitados dominam as vendas. A viral Kodak Charmera lidera esse movimento.
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Smartphones atuais carregam processadores neurais potentes. Suas lentes possuem centenas de megapixels. Mesmo assim, equipamentos “obsoletos” invadiram os rankings de fotografia. Eles sequer competem com celulares básicos modernos em termos técnicos.
O cansaço da perfeição artificial
A explicação para essa mudança mora na fotografia computacional. Ao tocar no botão do celular, o sistema age rápido. Ele captura vários quadros ao mesmo tempo. A Inteligência Artificial funde as imagens para eliminar sombras e ruídos.
O resultado é impecável, porém "artificial". As câmeras retrô entregam o caminho oposto. Sensores antigos, como os tradicionais CCDs, possuem baixo alcance dinâmico. Elas dependem de flashes agressivos e luz direta.
As lentes acrílicas geram aberrações cromáticas reais. Essas imperfeições agora garantem o valor do registro. O público busca o que o software não consegue replicar com naturalidade. O erro se tornou o novo acerto.
A exaustão do algoritmo
O mercado vive uma exaustão algorítmica. O sucesso da Kodak Charmera prova essa nova mentalidade. O dispositivo mistura um chaveiro com hardware restrito. A nova geração rejeita a intervenção constante da IA em suas memórias.
O ruído físico e as cores estouradas viraram sinônimos de verdade. No ambiente digital saturado, o desfoque óptico sinaliza o que não sofreu manipulação. É uma prova de realidade em um mundo de filtros automáticos.
A restrição bruta do hardware derrotou a perfeição do software. O quadro CNN Tech destaca como o "velho" se tornou o novo futuro da fotografia. Essa parceria entre Canaltech e CNN Brasil mostra que a tecnologia nem sempre segue uma linha reta.
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