O que pode estar por trás do suporte limitado ao Windows 10?

Por Redação | 21 de Julho de 2015 às 11h48

Com a aproximação cada vez maior do lançamento do Windows 10, marcado para o dia 29 de julho, a Microsoft veio a público para confirmar também o período de suporte ao novo sistema operacional. De acordo com as informações da empresa, todos os usuários da plataforma terão acesso a novos recursos até 2020 e nos cinco anos seguintes apenas patches de segurança e correções de funcionamento serão liberadas. Tudo dentro do usual, não fosse a contradição de tais datas com declarações da própria fabricante.

Adotando uma postura semelhante à do mundo mobile, a Microsoft já anunciou aos quatro ventos que essa será a “última versão” do Windows. Daqui em diante, ele receberá novidades e adições periódicas, transformando-se ao longo do tempo e de acordo com as tendências de mercado e os pedidos dos usuários. A plataforma se transformará e ganhará novos recursos por meio de atualizações, acabando com a ideia de que, a cada punhado de anos, é preciso comprar um novo sistema e formatar o computador.

É por isso, por exemplo, que a empresa teria colocado como obrigatórias as atualizações de sistema para o Windows 10, de forma a reduzir ao máximo a fragmentação de seu ecossistema, e também está dando aos usuários das versões 7 e 8 a possibilidade de upgrade gratuito. A ideia final é que todos os usuários rodem o mesmo sistema, da mesma maneira, o tempo todo.

Por isso mesmo, a ideia de que existe uma data limite para suporte intrigou muita gente. O que exatamente a Microsoft quer dizer quando afirma que tudo termina em 2025? Para muitos especialistas, é uma prova de que ela quer ser de vanguarda, mas ao mesmo tempo, não deseja se desligar completamente do passado. Para outros, é uma sinalização para o mercado corporativo, muito mais preocupado com esse tipo de coisa. E há ainda quem diga que, apesar de todas as atualizações e adições, ainda assim teremos um Windows 11 em algum momento futuro.

A fabricante não comentou especificamente sobre esse tipo de coisa, mas, em resposta aos questionamentos, afirmou que tudo depende do dispositivo que está rodando o sistema. O suporte a atualizações e novos recursos depende de características de hardware e também da vontade dos fabricantes de continuar dando suporte ao equipamento. No que depender da Microsoft, tudo vai funcionar durante esse período, mas não cabe apenas a ela decidir isso.

Mais uma vez, então, parece que a ideia é semelhante à do mundo mobile. Quem tem um celular mais antigo, por exemplo, já deve estar acostumado a ver novas versões de seu sistema operacional sendo divulgadas na imprensa, mas nunca chegando a seus dispositivos. O hardware mais antigo, a ausência de recursos mais recentes e também o incentivo das fabricantes para a compra de novos produtos acabam fazendo com que os equipamentos fiquem obsoletos após alguns anos. Eles continuam funcionando e cumprindo seus objetivos, mas deixam de receber novidades que podem ser interessantes.

A mesma coisa, então, deve valer para o Windows 10. Para a Microsoft, a ideia parece ser de que todos os aparelhos que receberem o sistema operacional no próximo dia 29 de julho poderão rodá-lo sem impedimentos até 2020, recebendo todas as atualizações e novas funções – ou, pelo menos, a maioria delas, compondo o coração da plataforma.

Drivers, softwares e outros recursos do tipo podem ser um empecilho e aí cabe às fabricantes de tais soluções criarem versões compatíveis. Empresas como a NVIDIA e a AMD, que produzem placas de vídeo, por exemplo, já trabalham com a Microsoft nesse suporte e afirmam já terem atualizações prontas para que seus componentes funcionem com o Windows 10 sem problemas.

E o que acontece quando chegar ao fim o período de suporte previsto? A Microsoft, se realmente apostar na ideia de que esta será a última versão do Windows, deve fazer novos anúncios semelhantes aos de empresas de celulares. A edição 11 do sistema operacional pode até existir, inclusive com esse nome, mas aí nem todos os usuários poderão fazer a atualização, algo que pode ser definido por meio de checagens de sistema semelhantes às que são feitas agora por quem fez a reserva online da próxima.

Outra possibilidade é a utilização de um sistema de assinaturas ou outra forma de monetização para o Windows. Ao entregar o sistema “de graça” para usuários mais antigos, claro, a Microsoft conta com uma queda em suas receitas de venda, que poderia ser revertida no futuro desta maneira. Updates de segurança podem ser liberados para todos, mas quem quiser contar com as novas funções pode ter que pagar uma taxa por isso.

Por enquanto, tudo se encaixa no campo das especulações e ainda não existe uma informação concreta – e ela nem deve existir pelos próximos anos. Quando estivermos mais próximos do fim do suporte, saberemos mais sobre os planos da Microsoft para sua nova forma de trabalhar com sistemas operacionais e se ela, principalmente, vingou da maneira que a companhia gostaria.

Fontes: Business Insider, ZDNet

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