5 mitos sobre o Windows que não são mais verdadeiros

Por Joyce Macedo | 17 de Junho de 2015 às 09h46

Muitas vezes o Windows pode ser um sistema operacional incompreendido devido aos estereótipos acumulados ao longo dos anos. Mas é preciso saber que nem tudo o que ouvimos por aí é verdade e hoje vamos citar alguns mitos clássicos relacionados ao sistema operacional da Microsoft que já foram derrubados.

1. O Windows não é intuitivo

Não podemos negar que a Microsoft fez algumas escolhas erradas em relação ao design do Windows 8, mas isso não significa que esse é um problema exclusivo do Windows. O Mac OS X, por exemplo, também pode trazer alguns aborrecimentos aos seus usuários.

Embora ambos os sistemas operacionais tenham suas peculiaridades, não estamos falando sobre as alterações que precisam ser feitas em cada um. Em vez disso, o ponto mais importante é que a intuitividade é algo subjetiva. Isso quer dizer que se você usou Windows durante a sua vida inteira, você está acostumado com as suas peculiaridades e seu funcionamento, até mesmo nas coisas mais simples como a forma de maximizar uma janela. Em um Mac, quase todos os processos são diferentes e isso não significa que são errados, apenas que levará algum tempo até que você se acostume.

Alguém que nunca mexeu em um computador na vida pode apresentar argumentos para dizer qual sistema achou mais intuitivo à primeira vista. No entanto, a maioria das pessoas que apedreja o Windows não se enquadra nessa categoria e por isso eles não consideram a natureza subjetiva de suas acusações. O Windows pode oferecer uma série de vantagens que não existem no ambiente do Mac; mas, no final das contas, é tudo uma questão de escolher a qual ambiente você se adapta melhor.

2. Windows pega vírus, Mac não

Afirmar que o Windows atrai a maioria dos vírus que circula por aí não é uma mentira completa, mas é preciso se aprofundar um pouco mais para entender o motivo disso. Antes dos haters saírem por aí dizendo que o Windows é um ambiente completamente inseguro, é preciso entender que ele também é o sistema operacional para desktops mais usado em todo o mundo, portanto o maior alvo de ataques. Imagine que você é um hacker e quer conseguir o maior retorno possível de um ataque. Você optaria por escrever um malware que atingisse a maior quantidade de usuários possível, certo?

Analise o gráfico abaixo e nos diga qual sistema você iria escolher como alvo:

Mercado sistema operacional

Uma vez que o Windows possui uma base de usuários maior, ele é visto pelos cibercriminosos como um potencial sistema para gerar uma maior margem de lucro. Logo, é óbvio que a maioria dos malwares existentes ainda são destinados a ele. Mas é importante ressaltar que isso não significa que os Macs não estão sujeitos à vírus apenas por serem donos de uma fatia menor do mercado.

Outro ponto importante desse mito é que existem vários tipos de malware espalhados por aí. Atualmente, os vírus tradicionais não são tão preocupantes quanto os ransomwares, que “sequestram” os dispositivos dos usuários, tomando conta da tela e impedindo completamente sua utilização. Os adwares também têm dominado os computadores, inclusive os Macs, e, apesar de não causar nenhum problema de desempenho às máquinas, são muito inconvenientes.

Em suma, sim, o Windows é alvo da maioria dos vírus. No entanto, se cada sistema operacional fosse dono de uma fatia igual de participação de mercado, essa afirmação com certeza não seria mais válida.

3. Limpeza do registro acelera o PC

A limpeza do registro não vai ajudar a acelerar loucamente o seu computador. A verdade é que os usuários comuns não precisam se preocupar com o registro do Windows, pois essa parte do sistema operacional não interfere na sua vida e raramente é necessário modificar alguma de suas configurações.

O que acontece é que, ao longo do tempo, um grande número de informações se acumula no banco de dados e programas como o CCleaner, por exemplo, identificam cookies e arquivos temporários como "erros" no sistema – mesmo que eles sejam apenas desnecessários. Alguns softwares limpadores de registro também limpam arquivos errados, portanto é preciso sempre ficar atento.

Limpeza

4. Desfragmentar é preciso

A desfragmentação consiste em um processo de eliminação da fragmentação de dados de um sistema de arquivos que, apesar de não ser tão desnecessária quanto a limpeza do registro, tem se tornado cada vez menos importante. Se você tem uma unidade de estado sólido, mais conhecida como SSD, você nunca deve desfragmentá-la, pois pode causar danos.

O Windows normalmente desativa o desfragmentador de arquivos quando detecta que um SSD está presente, mas é importante lembrar que nunca se deve desfragmentar um SSD. Já explicamos aqui no Canaltech que as células possuem um número máximo de vezes que podem ser reescritas com dados diferentes e esse limite varia de modelo para modelo. Desfragmentar um SSD coloca uma carga excessiva de transferência de dados no disco sólido e não aumenta significativamente o desempenho, pois o acesso aos dados em um disco flash é aleatório e independe de onde os dados estão localizados.

Aqueles que ainda utilizam HDs tradicionais podem desfragmentar algumas vezes, mas as últimas versões do Windows fazem isso automaticamente e por isso você não deve se preocupar com isso.

Desfragmentação

5. Antivírus bom é antivírus pago

Se você não quer investir grana na segurança do seu PC, saiba que existe uma série de bons programas antivírus gratuitos disponíveis no mercado. No entanto, é importante ressaltar que executar vários antivírus ao mesmo tempo pode não ser uma boa ideia; eles podem deixar o sistema lento e até mesmo conflitar, deixando passar infecções importantes ou causar problemas ainda mais graves.

Porém, escolher um antivírus nem sempre é a mais simples das tarefas. Pensando nisso, nós elaboramos uma lista com 10 das melhores opções para você se manter protegido enquanto navega na web; você pode conferi-la aqui.

Veja também:

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.