Microsoft remove instalador do Google Chrome de sua loja oficial

Por Redação | 20 de Dezembro de 2017 às 10h35
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Durou pouco o lançamento bizarro do Google Chrome na Windows Store. A bem da verdade, se tratava apenas de um instalador, ou nem isso, já que o ícone baixado da loja de aplicativos da desenvolvedora do Windows servia apenas como um link para o site de download do browser, motivo pelo qual a opção foi retirada do marketplace.

Em declaração oficial, a Microsoft disse que o Google Chrome foi retirado da Windows Store por violar seus termos de uso. Mais especificamente, a empresa está falando de uma norma que exige aos produtores de software a entrega de aplicações “que tenham valor único e distinto”, o que não inclui meros atalhos ou links para páginas web.

A chegada do Google Chrome à loja online foi comemorada, principalmente, por usuários do Windows 10 S, versão do sistema operacional que só permite a instalação de aplicativos a partir da loja oficial. O download, mesmo fornecendo um atalho, servia como uma alternativa a essa limitação, o que fez muitos especialistas desconfiarem que essa seria a exata razão pela qual a Google liberou seu navegador desta maneira na plataforma.

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A empresa não se pronunciou sobre a questão e, ao final de sua declaração oficial, a Microsoft afirma que a companhia está mais do que convidada para desenvolver um navegador e lançá-lo da maneira devida na loja de aplicativos do Windows 10. A empresa de Redmond deixou claro que não há problema algum em relação a isso, desde que, claro, suas normas para disponibilização de softwares sejam seguidas.

Existe, entretanto, um motivo básico pelo qual o Google Chrome ainda não está na loja oficial do Windows 10. Enquanto os apps para o sistema operacional devem utilizar HTML ou JavaScript, principalmente por conta das restrições na versão S da plataforma, o navegador da gigante é baseado em uma engine proprietária, a Blink, o que exigiria todo um trabalho de adaptação.

É justamente aí que está a questão, já que, para a Google, o esforço pode não valer a pena. A base de usuários do Windows 10 S, os únicos impedidos de realizarem o download a partir das fontes oficiais, ainda é bem pequena para justificar um trabalho desse tipo. Atender a esse público, então, teria motivado o lançamento de uma aplicação que servisse meramente como atalho.

Outras especulações apontam que essa seria uma tentativa da Google de minar a atuação de desenvolvedores que copiam a aparência do Chrome e também seus ícones, de forma a ludibriar os usuários com alternativas pouco funcionais. É uma reclamação antiga da gigante, sobre a qual a Microsoft não parece tomar tanta atitude assim. Ela não se pronunciou sobre essa questão.

A guerra dos navegadores, por outro lado, já é antiga. A Microsoft, por exemplo, já exibiu anúncios a seus usuários sobre o fato de o Edge, supostamente, gastar menos bateria que o Google Chrome, além de ter indicado retamente que os utilizadores trocassem de browser. Em resposta, a gigante dos softwares faz corpo mole na hora de trazer inovações principalmente ao Windows Phone, com a falta de suporte ao YouTube, funcional apenas por meio do navegador do sistema.

Fonte: The Verge

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