Microsoft admite desligar antivírus no Windows 10, mas apenas "por segurança"

Por Redação | 22.06.2017 às 10:40

Sabe aquele antivírus que você instalou em seu computador para aproveitar o Windows 10 sem ser incomodado por nenhuma ameaça externa? Pois ele pode simplesmente não estar funcionando — e a culpa disso é da própria Microsoft. Por mais surreal que seja tudo isso, a companhia admitiu que realmente desligou antivírus concorrentes de maneira proposital em seu sistema operacional, o que gerou uma polêmica enorme em torno do caso.

Tudo começou no início deste mês, quando a Kaspersky acusou a empresa de deletar seu programa de computadores sem a permissão dos usuários. A questão foi levada à Comissão Europeia, responsável pela regulamentação de normas de competição no Velho Mundo, que acusou a Microsoft de se aproveitar de sua posição no mercado, praticamente dominando o setor de sistemas operacionais, para tirar seus concorrentes do caminho.

E a própria Microsoft respondeu à questão admitindo que realmente adotou essa prática, justificando o porquê disso. Embora não cite exatamente a Kaspersky no processo, a empresa afirma que desativa os antivírus instalados no Windows 10 exatamente para proteger os usuários do sistema operacional. Parece algo sem sentido, mas a alegação é que, ao fazer isso, ela permite que os usuários tenham acesso a funções adicionadas a cada atualização. Em tese, ela considera que os antivírus não são capazes de acompanhar cada update do sistema e, por isso, os desativa até que eles passem a suportar a versão mais recente.

Assim, quando o Windows 10 percebe que o antivírus não é capaz de oferecer proteção suficiente para o sistema, ele automaticamente ativa do Windows Defender para dar conta do recado, desativando o programa que deveria cumprir esse papel originalmente.

Para contornar esse tipo de situação um tanto quanto delicada, a empresa de Redmond diz estar trabalhando em conjunto exatamente para desenvolver soluções de segurança mais eficientes, fazendo com que essas proteções se adaptem às evoluções do Windows 10 para proteger de verdade o usuário.

É claro que isso não responde a todas as questões da briga com a Kaspersky e tampouco põe um ponto final nessa história. É uma explicação plausível, é verdade, mas que ainda apresenta várias brechas que a Microsoft precisa justificar no futuro.

Via: Microsoft