Atualizações do Windows 10 serão obrigatórias

Por Redação | 17.07.2015 às 14:53

A pouco menos de duas semanas do lançamento do Windows 10, chega uma informação que pode deixar muitos usuários revoltados. De acordo com os termos de serviço do sistema operacional, os usuários domésticos serão obrigados a aceitar todas as atualizações de sistema e, ao contrário do que acontece hoje, não poderão mais desativá-las ou escolher exatamente o momento de baixá-las para o computador.

É uma mudança que, de acordo com a Microsoft, vem para incrementar a segurança da plataforma. Com updates mandatórios, os usuários sempre estarão livres de bugs descobertos recentemente e também protegidos contra falhas de segurança, reduzindo a disparidade no ecossistema e permitindo um suporte mais adequado por parte da companhia.

Essa é uma característica que já estava presente nas versões prévias disponíveis desde o ano passado para aqueles que optaram por participar dos testes Beta. Por outro lado, essa funcionalidade é comum em experimentações do tipo, e até agora, não se imaginava que ela seria parte integrante da experiência com o Windows 10.

A novidade, ainda, faz parte de uma nova estratégia da Microsoft, que pretende adotar um sistema parecido com o do mundo mobile também para o Windows. Agora, em vez de receber apenas atualizações de segurança, o sistema terá novas funcionalidades adicionadas periodicamente, evoluindo de acordo com a resposta dos usuários e com as tendências do mercado. Mais um motivo pelo qual a fabricante quer obrigar todos a atualizarem, já que somente assim eles teriam acesso à experiência completa.

O problema, por outro lado, é que com esse sistema, também não existe alternativa caso um update de sistema venha a travar o funcionamento do Windows. Quem acompanha o noticiário sabe que esse tipo de coisa acontece com frequência, e com as atualizações mandatórias, o usuário não terá outra opção a não ser desconectar o computador da internet, algo simplesmente inviável, ou aturar o problema até que a Microsoft libere uma nova atualização que o corrija.

Foi o que aconteceu no ano passado, por exemplo, com o Windows 7. Um patch liberado em dezembro acabou causando problemas com placas de vídeo da AMD e outros aplicativos, além de impedir que novas atualizações – mesmo aquelas que corrigissem o problema – fossem baixadas. A correção teve que ser aplicada manualmente pelos já nervosos usuários afetados.

Com o Windows 10, apenas usuários corporativos terão a opção de não fazer a atualização. Na verdade, eles poderão apenas atrasar esse processo, de forma a adequarem seus sistemas às novas funcionalidades. Aqui, a Microsoft dará um espaço de oito meses, a partir do lançamento de um update, até que ele seja instalado automaticamente nas máquinas.

É claro que a notícia já está causando críticas e revolta de usuários e especialistas. Sobre elas, porém, a Microsoft não se pronunciou ainda. O Windows 10 chega em 29 de julho para usuários corporativos e domésticos.

Fonte: PC World