Apesar dos esforços da Microsoft, adoção do Windows 10 ainda é lenta

Por Redação | 04.03.2016 às 14:51

O Windows 10 criou uma grande expectativa, o que é normal para qualquer lançamento de Windows. Entretanto, apesar da febre inicial e de ser oferecido gratuitamente para quem já possuía uma versão anterior do sistema, a adoção ao “Windows definitivo” está diminuindo lentamente, apontam as estatísticas de vários serviços de medição disponíveis na web.

De acordo com dados levantados pelo site Computerworld, o Windows 10 alcançou apenas recentemente a marca de 200 milhões de usuários, apesar de a Microsoft alegar ter ultrapassado este número em janeiro deste ano. Além disso, a Net Applications aponta que o Windows 10 está instalado em somente 14,2% dos PCs de todo o mundo, um número bastante baixo para uma nova versão do Windows. Ao menos, o alento fica por conta de que agora o W10 é mas popular do que o Windows 8 e 8.1 somados. Para outro serviço de estatísticas, o StatCounter, o Windows 10 está presente em 14,9% das máquinas, valor 1,2% maior do que o apresentado em janeiro deste ano.

Crescimento do Windows 10

Crescimento do Windows 10 de acordo com três fontes distintas. (Fonte: Reprodução/Computerworld)

Problemas à vista?

Apesar dos números baixos, não necessariamente tudo isso significa um problema para a Microsoft. Isso porque os dados podem traduzir perfeitamente a estratégia de distribuição da Microsoft, que pode ter liberado as atualizações ainda de maneira restrita para algumas regiões e para determinados usuários — isso mesmo com a elevação da atualização para “recomendável”.

Por outro lado, sempre haverão aqueles que não atualizam o sistema por medo de o aviso que surge na tela não ser legítimo ou por pura resistência à novidade, especialmente se o usuário ainda permanece no Windows 7, a versão mais usada do SO da Microsoft — convenhamos que compreender o Windows 10 se você sobreviveu às mudanças do Windows 8 é um pouco mais simples do que fazer a migração direta. Neste caso, a atualização deve acontecer apenas quando for obrigatória.

É óbvio que é do interesse da Microsoft que mais pessoas utilizem uma mesma versão, preferencialmente a mais recente, de seu sistema operacional. Isso garante mais simplicidade no oferecimento de suporte, facilita a adoção de novas ferramentas e novas abordagens, a redefinição de padrões e tudo mais. Então, é razoável imaginar que a MS deve reforçar ainda mais as suas estratégias de distribuição da atualização nos próximos meses, o que pode ajudar a incrementar estes números um tanto quanto decepcionantes.

Fonte: Computerworld