Para que servem os drives A: e B: do Windows?

Por Douglas Ciriaco

Se você é mais antigo no uso de computadores, já deve ter a resposta à pergunta que dá título a este artigo. Os novatos, porém, não devem nem fazer ideia — e talvez nunca nem tenham visto os dispositivos que ajudam a explicar essa questão. Enfim, mas por que raios o drive padrão de instalação do sistema não é usa a letra A, a primeira do alfabeto?

E por que não também a letra B, que vem na sequência? Hoje em dia isso é realmente irrelevante, mas já fez muito sentido ao longo de um grande período. A justificativa para tais escolhas remontam o início de tudo lá com os primeiros computadores IBM.

A resposta rápida à pergunta é: os computadores suportaram disquetes antes de suportarem discos rígidos, então os “floppy disks” ocuparam de início (e por um bom tempo depois) as duas primeiras letras do alfabeto dos drives.

A e B: vagas ocupadas

Conforme texto de Adam Davis publicado no How to Geek, os primeiros computadores CP/M e IBM não possuíam qualquer disco rígido na forma como nós conhecemos atualmente. Todo o sistema de armazenamento era composto por drives que suportavam apenas disquetes, um item jurássico da computação nos dias de hoje.

Isso significa que o primeiro dispositivo de armazenamento em um computador foi portátil, logo, era sempre preciso inserir um disquete para realizar qualquer coisa em um PC pré-histórico. Assim sendo, as máquinas viviam emitindo a frase “Por favor, insira um disco no drive A:”, pois esse era o único existente até então.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento dos computadores, os mais caros costumavam ter duas entradas de disco, sendo um normalmente para boot e rodar programas mais comuns e outro para salvar dados e rodar softwares mais específicos. Logo, se o primeiro drive de disquete ocupava a letra A:, o segundo ocupava a letra B:.

O passo seguinte da evolução foi a presença dos discos rígidos dentro das máquinas. Por uma questão de padrão, assumiu-se que quaisquer unidades do gênero começariam a partir da letra C: em diante. Apesar de quase total desuso, as unidades A: e B: ainda são tratadas de maneira diferente pelo sistema e, por não serem indexadas pelo Windows (pois seu conteúdo pode ser removido sem alterar o sistema), não podem ser utilizadas para disco rígido.

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