Para que servem os drives A: e B: do Windows?

Se você é mais antigo no uso de computadores, já deve ter a resposta à pergunta que dá título a este artigo. Os novatos, porém, não devem nem fazer ideia — e talvez nunca nem tenham visto os dispositivos que ajudam a explicar essa questão. Enfim, mas por que raios o drive padrão de instalação do sistema não é usa a letra A, a primeira do alfabeto?

E por que não também a letra B, que vem na sequência? Hoje em dia isso é realmente irrelevante, mas já fez muito sentido ao longo de um grande período. A justificativa para tais escolhas remontam o início de tudo lá com os primeiros computadores IBM.

A resposta rápida à pergunta é: os computadores suportaram disquetes antes de suportarem discos rígidos, então os “floppy disks” ocuparam de início (e por um bom tempo depois) as duas primeiras letras do alfabeto dos drives.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

A e B: vagas ocupadas

Conforme texto de Adam Davis publicado no How to Geek, os primeiros computadores CP/M e IBM não possuíam qualquer disco rígido na forma como nós conhecemos atualmente. Todo o sistema de armazenamento era composto por drives que suportavam apenas disquetes, um item jurássico da computação nos dias de hoje.

Isso significa que o primeiro dispositivo de armazenamento em um computador foi portátil, logo, era sempre preciso inserir um disquete para realizar qualquer coisa em um PC pré-histórico. Assim sendo, as máquinas viviam emitindo a frase “Por favor, insira um disco no drive A:”, pois esse era o único existente até então.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento dos computadores, os mais caros costumavam ter duas entradas de disco, sendo um normalmente para boot e rodar programas mais comuns e outro para salvar dados e rodar softwares mais específicos. Logo, se o primeiro drive de disquete ocupava a letra A:, o segundo ocupava a letra B:.

O passo seguinte da evolução foi a presença dos discos rígidos dentro das máquinas. Por uma questão de padrão, assumiu-se que quaisquer unidades do gênero começariam a partir da letra C: em diante. Apesar de quase total desuso, as unidades A: e B: ainda são tratadas de maneira diferente pelo sistema e, por não serem indexadas pelo Windows (pois seu conteúdo pode ser removido sem alterar o sistema), não podem ser utilizadas para disco rígido.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.