PCs com Windows 7 embarcado deixam de ser fabricados nesta semana

Por Redação | 27 de Outubro de 2014 às 16h03
Reprodução

O primeiro “fim” do ciclo de vida do Windows 7 acontece nesta sexta-feira (31), quando a Microsoft encerra definitivamente a venda de licenças do sistema operacional para fabricantes de computadores. Isso significa que, a partir de agora, para os consumidores, apenas notebooks e PCs com o Windows 8.1 serão produzidos e colocados no mercado, como parte do processo de transição e atualização proposto pela companhia.

Depois de 31 de outubro, apenas licenças profissionais do Windows 7 continuarão sendo vendidas. Elas estarão em computadores voltados para o mercado corporativo. Porém, usuários finais também podem adquirir a licença diretamente e instalar o sistema em suas próprias máquinas.

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Isso se deve ao fato de, apesar da Microsoft falar em boas taxas de adoção para o Windows 8 junto aos consumidores, o segmento empresarial ainda reluta a fazer o salto para uma interface mais visual e voltada para dispositivos com tela sensível ao toque. A ausência do Menu Iniciar também é sentida aqui, mas essa resistência em seguir adiante não é exclusividade da versão 7, uma vez que o mesmo movimento já aconteceu, por exemplo, na mudança do XP para a interface mais visual proposta pelas versões atuais.

O Windows 7 ainda é uma das versões com maior penetração no mercado mundial e tem fim do suporte "mainstream" marcado para 13 de janeiro de 2015. Depois disso, apenas atualizações críticas e de segurança serão liberadas até 2020, marcando mais um longo período de suporte para a plataforma. É a mesma coisa que aconteceu com o Windows XP, com a Microsoft trabalhando no sistema operacional enquanto incentiva novos e antigos clientes a migrarem para o Windows 8 ou a recém-anunciada versão 10, que traz de volta muitos atributos dos seus antecessores.

A notícia também não significa que os computadores com Windows 7 embarcados desaparecerão imediatamente das prateleiras nesta sexta. Eles continuarão sendo vendidos normalmente em todas as lojas e enquanto durarem os estoques. Mas, como dá para imaginar, eles não serão repostos e, em alguns meses, deve ficar difícil encontrar uma máquina nova com o antigo sistema operacional pré-instalado.

Como cita o site da PC World, porém, analistas de mercado preveem críticas em relação à decisão da Microsoft. A chegada do Windows 8 e seu foco em dispositivos touchscreen gerou um pequeno aumento nas vendas de máquinas com Windows 7, principalmente entre usuários que não gostaram das novidades ou ainda não estavam dispostos a mudar a forma com a qual interagem com suas máquinas. Acima de tudo, a plataforma funciona bem e é bem-vista por desenvolvedores e pelo público gamer, um dos principais segmentos onde ainda faz sucesso, no lugar dos tablets e smartphones.

É justamente por isso que a Microsoft decidiu voltar com o Menu Iniciar e outras funcionalidades antigas no Windows 10. Mas, enquanto o novo sistema operacional não chega ao mercado e ganha tração junto a seus usuários, pode ser que os compradores de novas máquinas se vejam sem opções a não ser optar pelo 8, algo que pode não agradar muito e, até mesmo, acabar levando-os a considerar opções de código aberto ou da rival Apple.

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