Microsoft quer diminuir os problemas com reinstalações no Windows 10

Por Redação | 17.03.2015 às 12:28 - atualizado em 17.03.2015 às 14:01

O propósito da Microsoft com o Windows 10 está claro – melhorar a usabilidade, tornar-se mais leve e, acima de tudo, reduzir o tempo gasto pelo usuário em atividades que não sejam o trabalho ou a diversão. E isso também vai acontecer com uma nova abordagem sobre as reinstalações que, de acordo com a empresa, não vai mais exigir as horas e horas de downloads gigantescos de arquivos de atualização.

Utilizando novas mecânicas de instalação, a empresa vai fazer com que seu sistema operacional seja capaz de reaproveitar arquivos anteriores, facilitando o processo de reinstalação e diminuindo o tempo necessário para fazer isso. As mudanças, também, devem economizar alguns GBs de espaço em disco, mas claro, estão sujeitas às capacidades de cada computador ou tablet.

Satisfeitos todos os requisitos, porém, a companhia disse que o Windows 10 será capaz de se instalar em um estado de compressão, economizando de 2 GB a 12 GB de espaço. Além disso, arquivos do próprio sistema poderão ser usados para realizar essa reconstrução, aproveitando-se dos dados que já estão armazenados no HD no momento da reinstalação, em vez de realizar uma limpeza completa e exigindo o download de tudo de novo.

Tudo isso, claro, sem excluir métodos existentes hoje em dia, como a criação de um disco de recuperação pelo próprio usuário. Mesmo sem ele, porém, a grande novidade é que todos os arquivos já estarão disponíveis no sistema para reconstrução, facilitando o processo. Mais uma vez, as ações não dependerão da interação do usuário, com a própria máquina realizando todo o procedimento e devolvendo o controle ao usuário uma vez que a reinstalação estiver concluída.

Como aponta o site da PC World, os sistemas lembram um pouco o Windows Image Boot, uma tecnologia usada pela Microsoft no Windows 8.1 para economizar espaço e otimizar o funcionamento em dispositivos com pouco espaço no HD. Nem todos os componentes, porém, eram compatíveis no mercado, o que torna a mudança anunciada ainda mais interessante, já que a fabricante promete que ela vai funcionar em boa parte dos aparelhos mais recentes.

Esse método, inclusive, será usado para garantir que problemas não aconteçam antes mesmo da instalação do novo sistema operacional. No upgrade do Windows 8 para o 10, por exemplo, o sistema já tentará preservar boa parte dos arquivos originais para garantir que seja possível retornar ao estágio original em caso de problemas. Assim, mais uma vez, reduz-se o stress dos usuários em caso de problemas ou falhas no funcionamento.

A única exceção, aqui, serão os tablets ou qualquer outro tipo de equipamento com pouco espaço em disco, de forma a não permitir que esse processo seja realizado. Aqui, a Microsoft diz estar trabalhando em novas opções para upgrade, que devem ser reveladas no futuro e estarão disponíveis no lançamento do Windows 10, que deve acontecer no segundo semestre.