Mais seguro, Windows 10 terá autenticação de dois fatores

Por Redação | 23 de Outubro de 2014 às 16h00
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Um dos recursos de maior destaque do Windows 10 é sua segurança. E para mostrar que está comprometida com este fator, a Microsoft anunciou nesta quarta-feira (22) que a próxima versão de seu sistema operacional terá a famosa verificação em dois passos já instalada de fábrica.

De acordo com um post no blog oficial da empresa, a novidade fará parte de todas as plataformas que deverão equipar o Windows 10, incluindo computadores, tablets e smartphones. Como informa a companhia, o objetivo é reduzir ainda mais o uso de senhas únicas, um método que não apresenta mais tanta eficácia e segurança nos últimos tempos. Agora com a autenticação em dois fatores, os cibercriminosos precisam ter acesso a dois tipos distintos de dados se quiserem invadir um sistema.

No novo Windows, funcionará assim: a primeira etapa consiste no login e senha tradicionais do usuário, os mesmos utilizados atualmente na maioria dos softwares. Já a segunda parte será baseada em três possibilidades de escolha para liberar o sistema: um código PIN enviado para um celular, um periférico para ler as impressões digitais do dono ou o próprio aparelho telefônico como validador, neste último caso por meio de conexão Bluetooth ou Wi-Fi.

A Microsoft também faz um apelo aos novos recursos de segurança do Windows, destacando que eles serão de grande utilidade para empresas e profissionais do mercado corporativo. Jim Alkove, diretor de programação empresarial do Windows, disse que a nova plataforma irá oferecer às companhias mais proteção de identidade e controle de acesso aos dados dos funcionários, além de uma maior resistência a possíveis ameaças. Segundo o executivo, o Windows 10 vai permitir que os gerentes de TI protejam as credenciais e dispositivos de suas empresas através da autenticação de dois fatores sem depender de produtos de terceiros.

"A proteção dos dados corporativos no Windows 10 permite a criptografia automática de aplicativos corporativos, dados, e-mail, conteúdos de sites e outras informações sensíveis que chegam nos dispositivos a partir de redes empresariais", escreveu Alkove.

Também com foco nas organizações, outro elemento de segurança do novo Windows é que o sistema terá recursos para bloquear dispositivos remotamente e só permitir que os usuários executem aplicativos autorizados pela Microsoft. Os administradores serão capazes de determinar quais ferramentas são consideradas confiáveis, além de classificar apps próprios ou disponíveis na Windows Store. "Em última análise, essa capacidade de bloqueio no Windows 10 fornece às empresas uma ferramenta eficaz na luta contra as ameaças modernas", disse Alkove.

Há ainda outras medidas de segurança voltadas para proteger atividades profissionas. Entre elas estão opções para controlar o acesso a determinados aplicativos de forma que estes obtenham dados de um sistema acessado via VPN.

Além do Windows 10, os novos mecanismos de credenciamento serão levados para outros serviços da Microsoft, tais como o Azure Active Directory e o Microsoft Accounts. A previsão é de que o novo sistema operacional seja lançado até meados de 2015.

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