Era Pós-PC, que nada! Por que não entrarmos na era PC+?

Por Danilo Bordini

Ao pensar no primeiro artigo da coluna, comecei a refletir no momento que todos nós vivemos. Para quem é apaixonado por tecnologia e vive disto, acredito que não há época melhor! As recentes tendências, tais como computação em nuvem, consumerização de TI, Apps etc, tornam tudo muito mais dinâmico e trazem novas oportunidades. Acredito que isto atinge a todos nós, seja em maior ou menor escala.

Uma das grandes expectativas é o que muitos chamam de era “Pós-PC”, talvez com a previsão que esse modelo é ultrapassado e antiquado. No entanto, é importante lembrar que toda plataforma tem seu valor e espaço (provavelmente vocês já ouviram falar que algumas plataformas iriam morrer, tal como mainframe, Unix etc) e que o que aprendemos é que há espaço para todos e a interoperabilidade é importante. Por isso gosto de acreditar mais na era “PC +”. Como assim? Bem, por que não se valer do que há de melhor no modelo de PCs / notebooks / tablets / smartphones e criar um modelo unificado?

Essa é a proposta do Windows 8, um esforço de engenharia e um projeto que realmente significa uma grande evolução da plataforma Windows.

Do lado do produto, significa realmente inovar com novos cenários. A Microsoft tomou a decisão, por exemplo, de abraçar a plataforma ARM, o que trará mais versatilidade e a possibilidade de novos dispositivos rodarem Windows. Claro, sem deixar de lado todo o investimento feito em Intel, o que ajuda a manter compatibilidade com o legado e abraçar novos dispositivos, tais como Ultrabooks.

Falando assim parece simples, mas há um trabalho de engenharia importante envolvido. A plataforma Windows se fortaleceu devido ao ecossistema de aplicativos, drivers, dispositivos. Uma das premissas é manter isto funcionando e não deixar de lado todo esse investimento de anos. Por isso, o que nós, como usuários finais, vemos, é o esforço não só da empresa, mas de todo um conjunto de parceiros, beta testers, etc. Tudo para garantir que o produto realmente atenda às expectativas.

Para os desenvolvedores, a oportunidade é única. Com o conceito de aplicativos e uma loja dedicada a isto, abre-se possibilidade de um modelo de negócios muito interessante. Não que a Microsoft nunca se preocupou com “apps”. Há muito tempo a plataforma Windows vem andando lado a lado com esse conceito, através das transformações cliente-servidor, Internet, RIA, etc. Mas agora, a integração da plataforma e a evolução das ferramentas de desenvolvimento (tais como o Visual Studio) deixam tudo bem mais dinâmico.

É claro que os desenvolvedores terão que fazer a lição de casa! O Windows 8 traz novos conceitos (para entender na prática, recomendo a leitura deste link e demanda conhecimentos talvez não explorados antes, tais como preocupações com design e a experiência do usuário. E é por isso que temos à disposição toda uma gama de conteúdo em Português já disponível, para ajudá-los nesta empreitada (recomendo acessar o Centro de Desenvolvimento Windows 8).

E o profissional de infraestrutura? Claro que há ótimas notícias para ele também! Se o lançamento do Windows 8 traz novas possibilidades para o desenvolvimento de apps, para o pessoal de infra, significa a atualização de toda uma plataforma de sistema operacional, que vai exigir preparação, treinamento e boa execução (recomendo começar por esse link). Além disso, não podemos esquecer que há o lançamento do Windows Server 2012 também!. Já há alguns anos, a Microsoft tomou a decisão de “casar” os lançamentos de sistemas operacionais de servidores e desktops para uma melhor sinergia e cenários melhores juntos. Cenários tais como DirectAccess, BranchCache, Virtualização são bem mais completos quando as duas plataformas são preparadas de modo unificado. Portanto, fica a dica de começar a testar já o produto: http://technet.microsoft.com/pt-BR/evalcenter/hh670538.

E isto é só o começo. A integração das plataformas tende a ficar cada vez mais forte. Já foi anunciado que a nova versão do Windows Phone (versão 8), terá código core compartihado com o Windows 8. O que significa isto? Novas possibilidades de desenvolvimento integrado. E por ai vai, com plataforma de computação em nuvem (Windows Azure), entretenimento com desenvolvimento Kinect, etc.

Ao mesmo tempo que esse mundo dinâmico traz novas possibilidades, também traz novas responsabilidades. Os profissionais terão que ser mais ágeis, orientados ao negócio, sem perder o senso técnico que vai ajudar a tomar boas decisões e decidir produtos e soluções que sejam aderentes. Como eu disse, pra quem gosta de tecnologia, é um prato cheio!