Para Microsoft, conversão de aplicativos não deve inundar o Windows Phone

Por Redação | 05 de Maio de 2015 às 08h40

A introdução de sistemas dedicados a converter aplicativos do iOS ou Android para o Windows Phone foi comemorada pelos desenvolvedores, que agora têm um motivo a mais para olhar para a plataforma sem investirem muito tempo e trabalho nisso. Com essa possibilidade, também, veio a ideia de que uma inundação de aplicativos clonados ou pouco funcionais possa dar as caras na loja da Microsoft, uma possibilidade que a empresa afirma não dar tanta importância assim.

Para ela, mais do que atrair a atenção de produtores de software, a ideia das ferramentas é fazer com que eles repensem o trabalho com a plataforma. De acordo com o diretor Terry Myerson, um dos líderes do Windows, o objetivo é construir uma base de desenvolvedores que permaneça com a empresa. Mais do que isso, trata-se de aprender com os erros do passado.

Falando durante a conferência Build 2015, Myerson admitiu que o lançamento do Windows Phone não aconteceu da maneira desejada e, com pouco suporte, muitos grandes desenvolvedores acabaram não seguindo para o sistema, pois teriam que “começar de novo”. Foi daí que veio a ideia do Project Islandwood e do Project Astoria, softwares que convertem, rapidamente, soluções já existentes para iOS e Android e permite que elas rodem na plataforma da Microsoft.

A partir daí, dá para customizar menus, interfaces e todos os aspectos do software, mas o grosso do trabalho de adaptação e funcionamento já estaria feito. É claro, problemas de compatibilidade podem e devem acontecer e é justamente nisso que as primeiras críticas à plataforma se situam. A conversão é fácil, mas pode não ser suficiente para gerar interesse, causando o efeito contrário e inundando a Windows Store com apps que não funcionam ou deixam de trazer algo de interessante aos usuários do sistema operacional.

Sobre tudo isso, Myerson deixa claro que tudo ainda é um processo de aprendizado. A ideia de construir uma base de desenvolvedores a longo prazo faz sentido, principalmente quando se leva em conta, paralelamente, os esforços de ampliar o número de vendas agora que a divisão de fabricação de celulares com Windows Phone é da própria Microsoft. E é aí que, para muita gente, está o grande gargalo e o principal desafio – os desenvolvedores não deixaram o sistema de lado pela dificuldade de adaptar seus apps e sim pela pouca base instalada de seus aparelhos.

É um sistema que se retroalimenta. Desenvolvedores só se interessam por uma plataforma quando ela ganha tração e amplia seu total de usuários. Ao mesmo tempo, os clientes são atraídos justamente pelo que um sistema tem a oferecer e boa parte dessa ideia passa não somente pela criação de bons produtos, mas também por uma oferta consistente de aplicativos.

Fonte: Re/Code

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