Para analistas, Windows Phone não deve ter sucesso esperado

Por Redação | 07 de Dezembro de 2015 às 18h12

Para a Microsoft, a chegada do Windows 10 aos celulares e sua integração completa com as versões para PCs e Xbox One é a grande arma para fazer frente a Apple e Google no mundo mobile. Mas tal empolgação não é compartilhada por analistas de mercado, que preveem que o espaço da companhia no setor de smartphones não deve crescer quase nada pelos próximos cinco anos.

De acordo com números do IDC, a Microsoft deve chegar a 2019 com apenas 2,3% de market share, um aumento de irrelevantes 0,1% em relação aos números de hoje. Enquanto isso, o movimento nos rincões superiores deve ser mais agitado, com o Google aumentando sua fatia de 81,2% para 82,6%, um total que será retirado diretamente da Apple, que deve deixar os atuais 15,8% para 14,1%.

Se a informação de que pelo menos os números também não vão cair pode ser considerada de forma positiva, é melhor pensar novamente. Para os analistas, um total de usuários que não cresce tem a ver com a manutenção da base instalada. Ou seja, aqueles que já usam a plataforma tendem a continuar utilizando-a, mas novos usuários não devem ser atraídos para o Windows Phone, configurando uma situação complicada caso a Microsoft passe por problemas que ocasionem a perda da confiança de seus clientes atuais.

Além disso, a estagnação não é uma boa situação para nenhuma companhia, principalmente uma que luta para ganhar mais espaço. E enquanto o CEO Satya Nadella garante a seus usuários o comprometimento com o mundo mobile ao longo dos próximos anos, a falta de apoio por parte de fabricantes e desenvolvedores de software deve se tornar cada vez mais uma pedra no sapato da empresa.

Uma tentativa final da empresa, por exemplo, poderia ser o lançamento de um Surface Phone, o tão comentado dispositivo que traria a versão completa do Windows 10 também aos celulares, unindo definitivamente desktop e mobile com os talentos de uma equipe vista com ótimos olhos dentro da empresa, justamente pelo sucesso da empreitada no mundo dos tablets. Essa seria a cartada derradeira da Microsoft antes de desistir definitivamente do mundo móvel.

Fontes: IDC, Business Insider

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