Huawei suspende planos de lançar smartphones com Windows Phone

Por Redação | 27 de Agosto de 2014 às 11h55

A Huawei vinha sendo citada pela Microsoft como uma das grandes parceiras asiáticas na produção e introdução de aparelhos com Windows Phone naquele território. Mas parece que essa parceria acabou azedando. A fabricante anunciou que está suspendendo todos os planos relacionados ao lançamento de dispositivos com o sistema operacional por acreditar que é muito difícil vender a plataforma em um mercado completamente dominado pelo iOS e Android.

O anúncio veio em entrevista realizada pelo Wall Street Journal com Richard Yu, diretor da divisão de dispositivos da Huawei. Segundo ele, o trabalho que a empresa já realizou com o Windows Phone provou que é complicado convencer os usuários a comprarem não apenas o sistema operacional da Microsoft, mas qualquer outra proposta diferente. Segundo ele, o mesmo vale para o Tizen, que a Samsung tenta implementar com pouco sucesso em países da Ásia.

Foi esse trabalho, também, que desmotivou a Huawei na criação de seu próprio sistema operacional, algo que vinha sendo pensado pela empresa com foco em aparelhos de baixo custo. Para Yu, desenvolver uma plataforma do tipo é bem fácil. O problema começa nas relações com desenvolvedores e na construção de um ecossistema ao redor dela, atraindo investimentos e trabalho de gente que precisa acreditar na plataforma e ajudar a contribuir para sua base instalada.

Para a fabricante, esse é justamente o problema com o Windows Phone. Apesar de ser o terceiro maior sistema operacional do mundo, ele ainda concentra apenas cerca de 5% do total de usuários, uma margem que, segundo analistas ouvidos pelo jornal, deve cair ainda mais no futuro próximo enquanto seus usuários migram para as soluções mais “conceituadas” com Android e iOS. É uma visão que desanimou a Huawei.

Além disso, Yu afirmou que o Tizen OS não tem a menor chance de ser bem-sucedido. Em relação à Microsoft e ao Windows Phone, as coisas não chegam a tanto e o executivo não descarta voltar a trabalhar com a norte-americana. O problema mesmo é a situação, que para ele é "bastante complicada".

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