Google Glass deve ganhar versão mais rápida e potente, mas apenas para empresas

Por Redação | 10.07.2015 às 08:44
photo_camera Divulgação

Os óculos de realidade aumentada do Google podem ter entrado para a lista de projetos engavetados pela empresa, mas isso não quer dizer que o gadget está morto. A companhia já anunciou anteriormente que não desistiu do aparelho e uma prova recente disso é que o acessório poderá ganhar uma versão "executiva", voltada para empresários e corporações.

Batizado de "Enterprise Edition", o modelo possui uma armação maior que a "Explorer Edition" (primeira geração do dispositivo lançada para os consumidores) e vem equipado com um processador Atom da Intel - as primeiras versões tinham uma CPU fabricada pela Texas Instruments. Ele também ganhou melhorias no desempenho, com uma bateria que garante maior autonomia e mais velocidade que o Android Wear, o sistema operacional do Google para smartwatches.

De acordo com o 9to5Google, responsável pela publicação do rumor, a questão da bateria é um dos principais itens trabalhados pela gigante das buscas no novo modelo dos óculos. Como ele será focado no mercado corporativo, a empresa teria desenvolvido uma bateria externa que, acoplada ao Google Glass, aumentaria sua vida útil. Não foi especificado o quão melhor seria esse componente, mas fontes familiarizadas com o assunto disseram ao site que a peça será fundamental para a execução de aplicativos mais pesados ao decorrer do dia.

Outras supostas especificações do aparelho incluem Wi-Fi 802.11ac ultrarrápido com suporte dual-band para canais wireless de 2,4 GHz e 5 GHz - este último voltado principalmente para streaming mais rápido e fluído de vídeos em alta resolução. Além disso, como o display deve ser maior, os usuários teriam um campo de visão ampliado e não precisariam olhar tanto para a tela localizada na parte de cima do gadget, reduzindo a tensão ocular.

Antes considerado um dos itens mais promissores para o futuro, o Google Glass foi perdendo o entusiasmo no ano passado, quando várias empresas deixaram de investir no dispositivo. O Twitter, por exemplo, foi um dos primeiros a encerrar o suporte ao gadget e outras nove companhias que desenvolviam aplicações afirmaram que interromperam ou abandonaram suas ideias para o produto sob a justificativa de que falta público para o aparelho.

Não demorou muito até que o Google encerrasse as vendas do dispositivo, duramente criticado pelo preço de US$ 1.500 e o bloqueio do acessório em diversos locais, como cinemas, clubes e shows. Usuários que adquiriram o produto pelo Programa Explorer até colocaram o item à venda no eBay por menos da metade do valor original. Mesmo assim, a empresa reforçou seu compromisso em lançar o Glass no futuro. Resta saber se essa versão será destinada a todos ou apenas para empresas.

Fonte: 9to5Mac