Com problemas, Nokia pode abandonar tecnologias vestíveis

Por Redação | 15 de Fevereiro de 2018 às 13h02
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O altíssimo investimento feito pela Nokia em tecnologias vestíveis e produtos focados no segmento de saúde parece não ter dado nada certo. Nesta quinta-feira (15), a empresa anunciou uma reorganização nesse departamento, que deve levar a, pelo menos 425 demissões somente na Finlândia, país-sede da companhia.

Chamado de “revisão estratégica”, o processo vem como uma forma de conter não apenas o que parece ter sido um investimento sem retorno, mas também as perdas de mais de US$ 175 milhões pelo segmento somente no terceiro trimestre de 2017. A notícia da reorganização vem antes da divulgação dos números relacionados ao final do ano passado e serve como um mal sinal para investidores e analistas de mercado.

Em meio a tudo isso, já surgem os rumores de que a companhia estaria prestes a abandonar completamente esse segmento, deixando de produzir dispositivos ou trabalhar em novidades por meio de empresas parceiras. E é aí que a coisa realmente assume ares de tragédia, já que não estamos falando apenas da Nokia em si, mas também de startups e outras pequenas companhias adquiridas por ela nos últimos dois anos como parte do investimento nesse setor.

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Em 2016, por exemplo, a fabricante finlandesa pagou US$ 191 milhões pela Withings, uma startup francesa que produz pulseiras para prática de exercícios físicos. Os acessórios são atrelados a um sistema chamado WellCare, que realiza o acompanhamento de sinais vitais, distância percorrida, calorias gastas e outros parâmetros por meio de um aplicativo.

Outras tecnologias também foram adquiridas pela empresa na época, como parte de um grande investimento feito pela Microsoft com a Nokia em relação ao lançamento exclusivo de aparelhos com Windows Phone. A ideia seria complementar esse ecossistema com pulseiras para exercícios, relógios inteligentes e outras tecnologias que conectariam smartphones e o acompanhamento da saúde dos usuários.

Porém, as coisas não saíram como planejado e a notícia anunciada nesta quinta é vista como um reflexo tardio da falência da própria estratégia com o Windows Phone. Os rumores sobre um fim do departamento acompanham a saída, também anunciada agora, de Cedric Hutchings. Cofundador da Withings, ele atuava como diretor do departamento de saúde da Nokia e está sendo substituído por Rob le Bras-Brown, executivo recém-contratado pela companhia e que muitos acreditam ser o responsável por tocar a reorganização do segmento.

Em comunicado oficial, entretanto, a Nokia é intencionalmente vaga. Segundo a empresa, as movimentações no segmento de tecnologias vestíveis “pode ou não resultar em transições e outras mudanças”, seja lá o que isso signifique. A fabricante prometeu novos anúncios sobre a questão para o futuro próximo.

Fonte: Nokia

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