Boeing adotará tecnologia do Google Glass em seus aviões

Por Redação | 15 de Julho de 2016 às 10h52
photo_camera Boeing

Nem tudo está perdido para o Google Glass. Apesar de ter sido "ignorado" pelo mercado e também pelos usuários, nem todos tratam-no com desprezo. Algumas empresas estão começando a olhar para a tecnologia contida nos óculos com olhos diferentes. 

Membros da divisão de pesquisa e tecnologia da Boeing, uma das maiores empresas de aviação do mundo, estão usando o Google Glass na construção e montagem da fiação dos aviões. Isso porque as aeronaves possuem uma grande e complicada rede de fios, e para os técnicos manusearem este sistema eles precisavam fazer tudo de forma muito meticulosa, acompanhando apenas as instruções de um guia de montagem em PDF em uma tela de computador. Agora, com os óculos de realidade aumentada do Google, o tempo de produção foi reduzido em até 25% e as chances de erro reduzidas pela metade, segundo reportagem da CIO.

Boeing Google Glass

A empreitada é uma parceria com a APX Labs, empresa que criou o app Skylight, feito exclusivamente para o Google Glass. Desta vez, as empresas criaram um aplicativo que lê um QR Code e que, a partir desta leitura, apresenta as instruções a serem seguidas de acordo com o que está sendo visualizado com os óculos. O app também possui reconhecimento de voz e permite que os engenheiros compartilhem informações com outros técnicos caso algo inesperado aconteça. 

O software foi usado apenas em um programa piloto por poucos técnicos. A Boeing, no entanto, está interessada na tecnologia de realidade aumentada não apenas como dispositivo para auxiliar nas instalações elétricas de suas aeronaves, como também em estações espaciais. Tais planos, contudo, têm de passar antes pelo pessoal de TI. "Para o pessoal de TI dizer 'Olha, nós vamos deixar tudo funcionando na rede', temos de garantir que a segurança da informação estará boa, temos de garantir que sabemos o tipo de suporte em TI que iremos precisar por trás de tudo isso", disse Jason DeStories, um dos engenheiros envolvidos no projeto. "Estamos respondendo estas perguntas agora, e sentimos que estamos muito próximos de uma solução", disse. 

Fonte: The Verge, SapoTek

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