Polícia de Nova York está fazendo testes com o Google Glass

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2014 às 15h17

A Polícia de Nova York é, provavelmente, uma das primeiras instituições de combate ao crime a estar utilizando o Google Glass. De acordo com informações publicadas pelo site Venture Beat, a corporação obteve alguns pares do gadget e os está utilizando em caráter de testes, de forma a estudar as maneiras pelas quais o aparelho pode auxiliar na manutenção da ordem.

O principal uso proposto é a gravação de patrulhas, com a identificação posterior de potenciais suspeitos. Além disso, o Google Glass também poderia ser utilizado como ferramenta de vigilância para reconhecer possíveis terroristas misturados a multidões ou foragidos da justiça que podem estar soltos por aí.

A ideia é compartilhada por outras forças policiais, como a da cidade de São Francisco, mas Nova York ainda permanece como a única cidade a ter anunciado oficialmente seus testes com o Google Glass. Todos os especialistas concordam em uma coisa: a junção de tecnologias de reconhecimento facial pode auxiliar e muito a tarefa da justiça caso o aparelho realmente seja adotado como ferramenta de combate ao crime.

Tal tecnologia, por exemplo, permitiria a identificação instantânea de suspeitos sem que o policial, necessariamente, esteja atento a eles. Uma aplicação mais simples, entretanto, seria a utilização em tempo real de banco de dados da polícia e cadastros de cidadãos, que poderiam ser acessados de maneira instantânea pelo Google Glass sempre que o policial estivesse diante de um suspeito.

Um uso parecido com esse já é feito pela polícia de São Francisco, que incorporou o Samsung Galaxy S4 aos carros de patrulha. Por meio do smartphone, os oficiais podem acessar a rede da corporação e ter acesso a fichas, fotos, documentos e outras informações de identificação de detidos. Assim, o trabalho de fichamento ou liberação é agilizado.

Mercado interessante

De acordo com o Google, os testes da polícia de Nova York não se tratam de uma parceria oficial, e sim foram obtidos por meio do programa Explorer. A iniciativa pede que os interessados em experimentar o equipamento façam um cadastro e, se aprovados, passam a integrar um grupo privado de desenvolvedores e entusiastas que usam o gadget para os mais diversos fins.

Para a empresa, porém, esse pode ser um mercado interessante, não apenas devido às centenas de milhares de policiais espalhados pelos Estados Unidos. Outro ponto bastante importante é a confiança popular, uma vez que a companhia esteve envolvida diretamente no escândalo de espionagem da NSA, ao entregar dados e informações pessoais de seus usuários à agência de segurança.

O uso do Google Glass, porém, já levanta preocupações quanto à liberdade individual. O principal ponto de discussão é a existência de uma vigilância constante, além da identificação e monitoramento de indivíduos que não necessariamente sejam suspeitos, mas que por qualquer motivo, estejam sob o olhar de interesse das autoridades.

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