Google entra com pedido de registro da marca "Glass" no Brasil

Por Redação | 04.04.2014 às 11:42
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O Google Glass promete ser um dos produtos mais promissores dos próximos anos. E mesmo sem ter uma previsão oficial de lançamento, o dispositivo já agita os desenvolvedores e fãs da tecnologia vestível. Atualmente, o gadget está disponível para testes nos Estados Unidos através do Programa Explorer, mas a boa notícia é que o Google tem planos de lançar o dispositivo aqui no Brasil.

De acordo com um levantamento do G1, a gigante das buscas registrou pelo menos 11 pedidos ligados à marca "Glass" ou termos relacionados a ela. Todos esses pedidos estão armazenados no banco de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por verificar se uma pessoa ou empresa é dona de marcas ou patentes no Brasil. O número elevado de registros tem um motivo: como as companhias só podem registrar marcas para um determinado produto ou serviço, a estratégia é licenciar a marca para outros segmentos que podem ser alvo de investimentos daquela empresa.

O primeiro registro aconteceu em maio de 2013 com o nome "Glass" registrado como marca de um produto que pode ser "hardware de computadores", "periféricos para dispositivos móveis para exibição de dados e vídeos" e "software de computador". A empresa chegou até a anexar o desenho da logomarca utilizada atualmente pelo Glass, mas também existem outros pedidos de registro do desenho, o que indica que essa pode não ser sua versão final.

Até o momento, o Google segue como detendora da marca "Glass" - a análise foi aprovada em outubro do ano passado -, mas em novembro a companhia Factory Holding Company protocolou um pedido para barrar a concessão desse e de outros registros que o Google está tentando fazer. Entre eles estão os termos "Ok Glass", para "serviços de telecomunicações" e "aluguel de aparelhos de telecomunicações", e dois pedidos para registro de "Glassware", um para "aparelhos de gravação, transmissão ou reprodução de som e imagens" e outro para "serviços científicos e tecnológicos".

Há também a tentativa de registro da marca "Glass Collective" para um "serviço de assessoria, financiamento, custeio e gestão de capital e risco", e "Myglass", para "software de computador para dispositivos móveis". Ambas devem funcionar no país como centrais de atendimento ao consumidor e gerenciamento de atividades, respectivamente.

O Google também enfrenta alguns problemas para registrar a marca em outros países porque a expressão "Glass" poderia causar confusão ao usuário - "Glass" em português significa óculos. Nos Estados Unidos, a empresa já conseguiu o registro "Google Glass", mas enfrenta processo para ser dona do termo "Glass". Por lá, uma companhia também se opõe ao pedido: a Border Stylo, responsável pela criação de uma extensão de navegadores chamada "Write on Glass".

Em todo o caso, este é um forte indício de que o Google Glass não deve demorar muito tempo para chegar ao Brasil, pelo menos após a data de lançamento (que ainda não foi anunciada). Uma ação parecida com o objetivo de proteger o nome da marca no país aconteceu recentemente com a Apple.

Em outubro do ano passado, a empresa entrou com pedido de registro no INPI do nome "I WATCH", meses depois de ter feito o mesmo pedido em nações como Jamaica, Rússia, Japão, México, Colômbia e Turquia.