Google Glass agora pode ser controlado usando o poder da mente

Por Redação | 10 de Julho de 2014 às 18h18
photo_camera Divulgação

O Google ainda não revelou quando seus óculos de realidade aumentada serão vendidos para todos os consumidores no mundo, mas aos poucos o Programa Explorer está se expandindo. Começou nos Estados Unidos e chegou há algumas semanas no Reino Unido. Fato é que não param de surgir novas ferramentas para o Glass, e uma das mais recentes "transforma" o usuário em um X-Men – ou quase isso.

Trata-se do MindRDR, um aplicativo que permite controlar o dispositivo da gigante das buscas usando o poder da mente. Como informa o pessoal do site TechCrunch, a novidade é concebida pelo estúdio de criação This Place, em Londres e, embora ainda esteja em fase inicial de desenvolvimento, já é possível navegar pela UI dos óculos, tirar fotos e compartilhar imagens via Facebook ou Twitter através do app. Tudo isso utilizando apenas a força do pensamento.

O MindRDR funciona em conjunto com um headset biossensor chamado Neurosky MindWave EEG, lançado em 2012. O funcionamento é bem simples: uma vez acoplado à cabeça do usuário, o acessório analisa suas ondas cerebrais e as transmite para o Google Glass. Os óculos, com o MindRDR instalado, traduzem essas ondas cerebrais, e toda a leitura feita pelo app fica sobreposta na visão da câmera do Glass, que reconhece comandos executáveis via conexão Bluetooth.

A única exigência é a necessidade de ficar concentrado para realizar os comandos, que na prática quer dizer o seguinte: quanto mais foco sua mente tiver, mais rápido o comando será realizado. Esse nível de concentração é exibido em um medidor – por exemplo, se o usuário quiser tirar uma foto, ele se concentra nessa tarefa e o Glass bate a fotografia. Concentrando-se mais um pouco, o medidor sobe novamente e a imagem é postada no Twitter.

Alguns funcionários testaram o app e publicaram fotos no micro-blog usando o MindRDR:

Chloe Kirton, diretora criativa da This Place, afirma que o conceito principal por trás do headset é tornar a utilização do Glass muito mais prática e intuitiva. "Nós vimos os poblemas [dos óculos], e depois de um certo tempo o seu braço se cansa. Queríamos pensar em algo que fosse natural e acessível para todos", explica. Apesar do Glass dispensar o uso de telas touch, o usuário precisa sempre levar o dedo até o acessório para realizar qualquer tarefa (acessar mapas, tirar fotos, gravar vídeos, entre outras).

De acordo com Dusan Hamlin, CEO da This Place, o headset já é capaz de detectar quatro das 18 "reações" do nosso cérebro, um número que, por enquanto, é limitado, mas que pode ser ampliado no futuro – o MindRDR teve seu código-aberto publicado na íntegra no site GitHub para permitir que desenvolvedores criem projetos mais avançados. A expectativa dos criadores é que, entre os principais benefícios, está a possibilidade de ajudar pessoas que sofrem de paralisia ou síndrome de encarceramento (LIS), que é quando a pessoa está consciente, mas não consegue se mover ou se comunicar.

Assista no vídeo abaixo como funciona o MindRDR:

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