Boato de que o Brasil vendeu a Copa é o mesmo desde 1998

Por Redação | 15 de Julho de 2014 às 06h54

As redes sociais estão entre as principais ferramentas para propagar boatos atualmente. Eles ganham várias versões: muda uma coisa aqui, outra ali, mas no geral a mensagem é a mesma. Um boato em particular tornou-se ainda mais famoso: o de que o Brasil teria vendido a Copa do Mundo de 2014.

Provavelmente você deve ter ouvido isso nos últimos dias no Facebook ou mesmo no WhatsApp, acompanhado da frase que teria sido dita por um jogador: “Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo ficariam enojadas!”. No boato divulgado na primeira fase da Copa 2014, a frase era dita por um jogador da seleção espanhola, mas após a derrota do Brasil contra a Alemenha o boato mudou e a frase foi ligada a um jogador brasileiro.

A Info pesquisou o histórico dessa lenda virtual. O resultado é que, independente da origem da frase, o sentido é o mesmo: anunciar a venda da Copa do Mundo, o que teria deixado os atletas tão decepcionados que, no caso da Espanha, fez com que o time perdesse do Chile por dois gols. Sem contar o Brasil, que levou sete da Alemanha por conta da "decepção com o mundial".

A suposta carta divulgada nas redes é assinada por Gunther Schweitzer, um suposto diretor da ESPN (ou da Central Globo de Jornalismo, os boatos variam). Mas o conteúdo não é nada novo: o texto é quase idêntico ao que tem sido divulgado na internet desde a derrota do Brasil em 1998. Mesmo após 16 anos, a história continua a mesma, com direito a um jogador herói que se recusa a jogar. O que muda são os nomes, com os primeiros, em 1998, sendo Leonardo, Ronaldo e Ricardo Teixeira e atualmente os protagonistas sendo Maxwell, William e José Maria Marín.

A origem de toda a história não é bem definida, mas desde que começou a ser divulgada causa confusão. Um dos fatos mais inesperados de toda essa história é que Gunther Schweitzer realmente existe. Ele é um brasileiro que recebeu uma corrente em 2002 e, acreditando no seu conteúdo, compartilhou com os amigos. Por descuido, ele acabou enviando a mensagem com sua assinatura e desde então tem sido relacionado com o “escândalo” como se fosse ele quem tivesse iniciado a confusão.

Gunther Schweitzer é personal trainer em Mogi das Cruzes e não gosta muito de futebol, segundo o que já falou para canais que o procuraram para saber a origem do viral. Ele afirma que desde 2002 o conteúdo dessa carta compartilhada há tanto tempo o atormenta.

Até hoje ele é procurado para esclarecer o conteúdo do viral e apenas essa semana recebeu 500 solicitações de amizade no Facebook. O que Schweitzer aprendeu com tudo isso? Nunca mais encaminhou nenhuma corrente na internet.

Bem que essa lição poderia ser aprendida por mais pessoas nas redes sociais, não é mesmo?

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